31 de julho de 2007
"Pilar Bowling"
Não sei se ela ainda é viva. Se for deve estar bem idosa. Rainha do
craquelê, da pintura em vidro, do decalque, do entalhe em madeira e outras
técnicas menos votadas, a saudosa Pilar tentou administrar durante alguns
anos a balbúrdia das aulas de artesanato do Teresiano. O fato é que foi
responsável por uma produção desenfreada de quinquilharias que nossos pais
recebiam de presente e escondiam rapidamente em algum canto escuro da casa.
Se é que não jogavam fora assim que a gente saía de perto.
Lembro que a Pilar tentava ser durona e não dava muita sopa, mas a gente
deitava e rolava com ela. De vez em quando ela pegava um pra cristo e
passava um sermão. Pra intimidar o oponente, a "cucaracha" chegava junto:
cara a cara, olho no olho, o mais perto possível, ela ia falando naquele
portunhol rápido e meio cuspido que o Dannemann imita. A gente não entendia
nada, prendia a respiração, e deixava ela falar.
Acho que o entalhe em madeira foi abolido por minha causa. Uma vez, eles
distribuíram pra cada "artista" umas "táuba" empenada dura para cacildis,
dizendo que era aula de entalhe em madeira. Eu, com a minha boçalidade, na
primeira formãozada meti o formão no dedo, na raiz da unha. O sangue jorrou.
A Pilar ficou que nem cucaracha tonta tentando conter a sangria desatada.
Pra falar a verdade, não sei se nesse dia a professora era a Tamar.
Aliás, Pilar, Tamar, Dumara... cada nome!
Bom, mas isso tudo é preâmbulo para falar do Pilar Bowling, um esporte
efêmero que despontou nas quadras do Teresiano. Não lembro quem estava em
campo na quadra de vôlei (a de cimento) naquele dia. Sei que eu estava, no
lado mais perto do rio. O "volibol" comia solto ni qui a Pilar veio passando
lá atrás, apressadinha, carregando umas pastas, provavelmente novas técnicas
de artesanato espanholas. Também não lembro quem baixou o cacete, numa
cortada daquelas retumbantes. A bola passou por cima da quadra adversária e
foi xispando pelo ar, cheia de efeito. A gente não acreditou quando viu que
ela ia na direção da rainha do craquelê. Pois é, entre tantos alvos
possíveis pra carimbar, a "gorduchinha" escolheu a carapinha ruiva da
Pilar!!! Foi uma baita cacetada no quengo da coitada! Lembro que ela caiu no
chão de perna pro ar e as pastas e papéis voaram alto. A cena foi tão
surpreendente que todos na quadra caímos no chão também - rindo. Ninguém
teve forças pra ir acudir a "craquelada"!!! Desfecho: Pilar se levantou por
conta própria, catou suas coisas, e nem olhou para trás.
30 de julho de 2007
Aulas de Culinária
por Ronaldo Cotrim
Em 1983 havia um lugar mágico no nosso querido Teresiano. Um lugar que seria para alguns privilegiados o palco de acontecimentos inesquecíveis. Situado próximo à saída da Travessa Madre Jacinta e comandado a pulso firme pela saudosa Dona Alfa, o pequeno quarto abrigava então a atividade extra de CULINÁRIA.
Naquele ano os poucos meninos da sexta série – a média era de 10 por turma – resolveram, quase que por unanimidade deixar o teatro e o artesanato para aderir àquela nobre atividade.
É claro que aquilo não poderia dar certo. Juntar PC, Ricardo Santos, Renato, Dannemann e tantos outros projetos de delinqüentes, em uma sala com panelas, cumbucas e toda a sorte de ingredientes era muita audácia. Mas, por incrível que pareça, houve uma espécie de cumplicidade entre a velha Alfa e a nossa horda infante e assim conseguimos a proeza de preparar e comer algumas receitas, com destaque para a top-one empadinha de doce de leite.
Apesar de relativamente disciplinados é claro que rolava a balbúrdia.
26 de julho de 2007
A Daniela gosta?
25 de julho de 2007
'Por quê usaram touca de banho?'
Já vou avisando que não serei capaz de recontar episódio algum com a mesma riqueza de detalhes usada pelo rodrigo e o pelo ronaldinho.
1985 foi o ano. rolou um passeio das turmas de oitava série para teresópolis com os professores de religião, ângela e j.j. suponho ter sido algum retiro religioso.
Enfim, a galera aderiu. tenho fotos que não negam. éramos musicais à beça. a cantoria começou já na subida da serra. violão, flauta, pandeiro, acho que tínhamos a 'cozinha' toda. fernanda andrada, the voice. cris contrim, quanto talento.
a casa era maneira. foi tipo albergão mesmo. macarronada, divisão de tarefas, quartos de meninas e de meninos.
à noite, sarau. claro! na verdade, rolou um chacrinha legal.
bueno, o fato é que alguns ficaram quase todo o tempo usando touca de banho!!! gente, por quê isso? alguém lembra? ronaldo e guime, vocês também usaram. que onda foi aquela?
ah, vendo as fotos deparei-me com uma figura fantástica: átila. cadê você meu brother?
lembro também que na semana seguinte teve um passeio para itatiaia. fomos e voltamos no mesmo dia. praticamente a mesma galera de teresópolis. a volta foi divertidíssima. fizemos gravações (k7, ai meu deus!) no ônibus. só palhaçada. vou tentar resgatar esta pérola.
beijos em cada um,
andrea, deinha roma
24 de julho de 2007
Um Plus a Mais
Como estímulo ao retorno e ao divertimento de vcs no nosso BLOG, inauguro nesta semana uma nova coluna chamada "Brincando de Recordar" (bem aí ao lado) onde teremos a oportunidade de participar interativamente, através de Quizzes semanais, da memória viva e comum que o Teresiano nos deixou... Caso gostem da iniciativa e tenham idéias criativas me mandem para que eu possa publicar (dando o devido crédito ao proponente)...
beijos e abraços,
Rodrigo
23 de julho de 2007
E-MAIL DE VOCÊS
Quero criar uma lista de distribuição nossa, através da qual possamos conversar e nos atualizar de forma mais eficiente. Quem quiser mandar o e-mail para mim (para efeitos de cadastro), mas não quiser entrar na lista de distribuição me avise no próprio e-mail... Assim não apurrinharei quem não quiser ser apurrinhado, right?!
Em tempo, tentarei colocar os e-mails de todos que derem as caras no Blog na própria lista de Amiguinhos resgatados, assim vcs podem falar entre si e matar saudades também...
abraços
Paulo César Medrado Abrantes, o PC. Uma grande amizade.

São tantas as histórias desta grande figura que fica difícil pinçar algumas. PC possivelmente foi o personagem mais marcante da geração 1988. Com seu tipo clarinho e personalidade forte, não havia naqueles anos quem não o conhecesse e o admirasse. Fosse por sua generosidade e amizade ou pelo seu Jornada nas Estrelas que roçava os vidros da biblioteca no 5º andar.
Tínhamos muitas coisas em comum, entre elas a paixão pelo tricolor e o fato de termos entrado no colégio na Quinta série C, em 1982. Não ficamos amigos nos primeiros dias. (Me lembro que as primeiras pessoas com que falei no colégio foram a Daniela Brandão e a Isabela Bicalho, que viviam juntas naquela época).
Nosso professor de Educação Física era o Celso, que com seu bigodão imponente, botava a molecada nos trinques e nos levava ao delírio nos torneios de futebol no Colégio Rio de Janeiro. Foi numa das aulas de Educação Física, no extinto campinho de terra do Terê que me aproximei mais do PC. Eu literalmente senti sua aproximação ao receber um baita empurrão na fila da ginástica. Voltei e dei um soco na sua cara que abalou a estrutura dos seus eternos e frágeis óculos fundo de garrafa. A briga não durou muito e o mais curioso é que o Prof. Celso não deixou ninguém separar. Tivemos que nos acalmar por nós mesmos. Ao voltarmos para o pátio, um olhou pro outro e demos um forte aperto de mãos. Começava ali uma grande amizade.
PC era um dos mais velhos. Eu, um dos mais novos. Estávamos sempre juntos na escola, no vôlei na praia, no maraca ou filando a bóia gostosa da D. Wanda, sua mãe, na Selva-de-Pedra.
Entre muitos episódios no colégio, houve um que relato a seguir:
1983. Chovia muito e naquela época todo o pátio, com exceção da quadra de vôlei era de terra batida. Portanto, era lama pra todo lado. Não sei como começou, o fato é que no final do recreio eu e PC éramos puro barro. Após a guerra, chegamos à aula da saudosa D.Sônia, de português. Por mais paciente que fosse a professora, simplesmente não havia como dar aula para aqueles dois emporcalhados. Foi neste dia que conheci a lavanderia da escola. Ficamos eu e PC esperando a máquina lavar e secar nosso uniforme para enfim voltarmos pra sala de aula.
by Ronaldão CotrimPânico no Sugar-Loaf
Lembrei de outra estória muito engraçada da época da nossa sétima/oitava série (1984/1985). Quem participou dessa certamente vai lembrar... O personagem principal do episódio foi nosso professor e centurião romano Marcellus. Para os que não lembram, o Marcellus além de professor de Educação Física era também guia de caminhadas de várias trilhas cariocas...
Para todos os efeitos, uma de suas propostas extra-curriculares aprovadas pela direção do colégio foi a subida do Pão de Açúcar. Pelo que me lembro, no máximo uns 15 alunos encararam o desafio e se apresentaram na praça da praia vermelha (ali em frente ao IME) as 7 da matina de um sabadão no meio do nosso ano letivo... Sinceramente não lembro dos presentes precisamente... Sei dizer que eu, o Estevão e o PC certamente estávamos nessa parada, além da Patrícia Leal e outras meninas...
Após a chegada de todos os intrépidos alpinistas ao ponto de encontro, o prof. Marcellus fez uma meia dúzia de recomendações de primeira ordem, pediu pro PC não escarrar em ninguém lá de cima (licença poética minha, vai), anunciou que havia um trecho no qual mandatoriamente utilizaríamos um acessório de alpinismo para auxiliar na nossa subida (descrito como "calcinha"), demos um confere nas garrafinhas d'água e lanches, para então partirmos pela pista Claudio Coutinho rumo ao nosso destino: o topo do Pão de Açúcar.
Enquanto percorríamos o trajeto plano de mais ou menos 3 Km até o final da pista, todos nós conversávamos animadamente sobre a aventura, a privilegiada vista do mar, as belezas do Rio de Janeiro e aquelas amenidades típicas de quem ainda nem virou direito os 15 anos (saudades dessa época)... O fato é que, pelo menos para mim que só tinha escalado no máximo o morrinho situado do outro lado da pontezinha do Teresiano, a impressão era de que iríamos escalar o morro da Urca (o mais baixo dos dois)... Dali de onde estávamos, já me parecia um desafio e tanto... Quando finalmente alcançamos o final da pista, demos uma bebericada nas nossas águas, o Marcellus assumiu a sua posição de guia e partimos para a subida do Pão de Açúcar: até ali, uma ladeira bastante íngreme...
De maneira geral a galera toda estava em forma e nenhuma fraqueza grave foi identificada até ali... O que fui reparando junto com os outros meninos, em função da inclinação da pedra, era que conforme íamos subindo a possibilidade de retornar ia ficando cada vez mais remota...
Ou seja, em determinado ponto, nem que eu tentasse rastejar com a bunda na pedra eu conseguiria evitar a aceleração do meu corpo em direção à base da montanha... Em pé então nem pensar: dava uma vertigem fudida!!! A certa altura do campeonato essa percepção de no turning back já não era exclusividade minha, do PC e dos outros meninos... O mulheril já havia sacado o drama. Mas o bicho pegou mesmo na hora de usar a tal da "calcinha"... O Marcellus foi na frente e subiu uma carrasqueira lá (vertical toda vida) sem o apoio do acessório, prendeu uma corda num grampo e jogou a famigerada calcinha pra gente... Os mais corajosos foram orientados, vestiram a parada e subiram primeiro... Na verdade, o acessório servia apenas pra dar uma confiança na escalada do sujeito: na hipótese do camarada escorregar, o Marcellus que já estava caçando a corda enquanto subíamos sustentaria a pessoa pendurada pela corda até que ela pudesse se segurar novamente em alguma pedra ou grampo pelo caminho. Quando chegou a vez da Pati Leal (filha da Profa Maria José - Ciências), a casa caiu... Ela disse que não iria conseguir de jeito maneira, que era o fim da linha pra ela, que era pra chamar os helicópteros, enfim uma choradeira e um drama que fez o próprio Marcellucho tremer na base... Ficamos ali um bom tempo fazendo um trabalho psicológico com a Pati, demos água, conversamos, mandamos alguém mais desengonçado na frente pra provar que era possível, enfim esgotamos todas as possibilidades de argumentação da nossa cartola... Nos 45 do segundo tempo ela resolveu ir e tudo deu certo até o final da nossa linha: a chegada no topo do Pão de Açúcar...
Pra nosso deleite, o dia estava espetacular, havia um quiosquezinho pra tomar sorvete e não precisávamos pagar os bilhetes de volta dos dois bondinhos: era brinde para heróis que convenceram a Pati e conseguiram chegar até ali...
beijos,
Hoolingans do KRI

Bem pessoal,
Para quebrar o gelo do segundo objetivo deste Blog (escrever um livro sobre a nossa estória no Teresiano, com estórias contadas por cada um de nós), aproveito para resgatar uma estória que me veio à cabeça neste último fim de semana, e que por ter acontecido lá pelos idos de 1985/86, alguns dos inscritos talvez se lembrem...
O episódio teve início no bar do antológico seu Antônio (quem não pediu PIDA!)...
Pois é, o sovina do seu Antônio que só abria aquela mão de peão de obra para aplicar aquela infame palmada no balcão, resolveu em alguns pouquíssimos recreios, arremessar barras de chocolate KRI (atual Crunch) aos selvagens garotos do ginásio (eu 100% incluído nessa, óbvio)... No dia que participei daquela que pode ter sido a primeira batalha de gladiadores chocólatras do pátio, ele arremessou uma barra de KRI em direção aos Bebedouros e o filha da mãe que rapidamente abiscoitou a barra foi ninguém menos que o ligeirinho do Guime. Após sua impressionante manobra, ele imediatamente zuniu em pânico para o banheiro dos meninos próximo ao elevador, com uma horda de Hooligans ao seu encalço... Como eu já não era lá nenhuma delicadeza nesta época e chocolate sempre foi um motivador à parte, parti para cima do Guime com alguma vantagem em relação aos outros e consegui ser o segundo a entrar no banheiro imediatamente depois dele...
Ni qui ele entrou em um dos compartimentos para trancar a porta e ilusoriamente deliciar sua féria, coloquei metade do meu corpo para dentro da porta, impedindo-o de fechá-la e atacando-o tal e qual um Tiranossauro Rex em busca de sua presa...
O saldo final foi positivo para nós dois, visto que consegui alcançar pelo menos uns 8 quadradinhos do delicioso chocolate Nestlé com flocos de arroz e de quebra comi com a horda tentando empurrar o restante do meu corpo para dentro do compartimento (nem preciso dizer que sem SUCESSO) onde o Guime comia o resto do KRI... Não me lembro se alguém mais alcançou o chocolate, talvez o Guime possa me ajudar a recordar melhor esse episódio, mas sei que nós dois certamente nos deliciamos com um gostinho de vitória naquele dia...
Beijos para todos,
Rodrigo
20 de julho de 2007
Flexibilização Comemorativa
Pessoal,
Tendo em vista a amplitude de 3 turmas que inspirou a iniciativa e ainda o comentário do Rodrigo Alzuguir de que não estava clara a inclusão das turmas seguintes na iniciativa, decidi oficializar que a comemoração se estende pelas turmas de 1988, 1989 e 1990. Para que não fiquem dúvidas, a decisão muda também o Título do Blog...
Dessa forma, acho que podemos contar com um Quorum maior de ex-alunos e consequentemente mais riqueza de detalhes em histórias e fotos resgatadas para o Blog.
Para quem ainda não sabe, os recados/comentários para postagens do Blog podem ser enviados por um link na parte inferior de cada postagem.
Reparem como a nossa lista de amiguinhos resgatados (indicador incontestável de adesão à iniciativa) cresce dia a dia...
obs: para estimular a nostalgia Teresiana em vocês, publico em última mão o bisonho uniforme de Educação Física que todos nós fomos obrigados a usar por quase uma década de nossas vidas.
abraços,
Rodrigo
10 de julho de 2007
Iniciativa Virtual - Há 20 anos atrás

Galera, o negócio é o seguinte:
No ano de 2008 os Teresianos da Turma de 1988 completarão a incrível marca de 20 anos de formados.
Como julgo que esse número não deve passar em branco, e que apesar de toda a atribulação de nossa vida moderna, a tecnologia evoluiu para facilitar a nossa comunicação sensivelmente, decidi fundar esse BLOG comemorativo, com quase um ano de antecedência visando os seguintes objetivos:
1) Reunir os membros da turma de 1988 e adjacências
(é sabido que as 2 turmas que se seguiram a nossa: 1989 e 1990 possuem incontáveis afinidades e inestimáveis amigos que não podem ser ignorados por conta desta desprezível diferença de 1 ano - afinal o que representa 1 ano para indivíduos que estão à beira de completar 40...).
Portanto, caso vcs queiram deixar comentários no blog, apoiando a nossa iniciativa, aproveite para informar nome, e-mail, telefone e endereço, para que possamos incluir vc numa lista de distribuição do Blog.
2) Coletar histórias, casos, fotos, queixas, segredos, etc. dos sobreviventes das referidas turmas e enfim: reunir material para avaliar a possível edição comemorativa da formação de nossa turma de 1998. Isto mesmo: um Livro. Mande suas fotos e estórias para o livro pelo e-mail: rodannemann@gmail.com
3) Marcar a porra da festa de 20 anos para nos reencontrarmos, levando maridos, mulheres, filhos e trocarmos nossas experiências ao longo destes mais de 20 anos de vida madura.
E aí?! O que vocês acham? A idéia vai para o trono ou no vai? Deixem recados, mandem idéias e notícias de forma que possamos alimentar esse Blog com uma memória da nossa vida Teresiana.
Muitos beijos e abraços,
Rodrigo Dannemann