
São tantas as histórias desta grande figura que fica difícil pinçar algumas. PC possivelmente foi o personagem mais marcante da geração 1988. Com seu tipo clarinho e personalidade forte, não havia naqueles anos quem não o conhecesse e o admirasse. Fosse por sua generosidade e amizade ou pelo seu Jornada nas Estrelas que roçava os vidros da biblioteca no 5º andar.
Tínhamos muitas coisas em comum, entre elas a paixão pelo tricolor e o fato de termos entrado no colégio na Quinta série C, em 1982. Não ficamos amigos nos primeiros dias. (Me lembro que as primeiras pessoas com que falei no colégio foram a Daniela Brandão e a Isabela Bicalho, que viviam juntas naquela época).
Nosso professor de Educação Física era o Celso, que com seu bigodão imponente, botava a molecada nos trinques e nos levava ao delírio nos torneios de futebol no Colégio Rio de Janeiro. Foi numa das aulas de Educação Física, no extinto campinho de terra do Terê que me aproximei mais do PC. Eu literalmente senti sua aproximação ao receber um baita empurrão na fila da ginástica. Voltei e dei um soco na sua cara que abalou a estrutura dos seus eternos e frágeis óculos fundo de garrafa. A briga não durou muito e o mais curioso é que o Prof. Celso não deixou ninguém separar. Tivemos que nos acalmar por nós mesmos. Ao voltarmos para o pátio, um olhou pro outro e demos um forte aperto de mãos. Começava ali uma grande amizade.
PC era um dos mais velhos. Eu, um dos mais novos. Estávamos sempre juntos na escola, no vôlei na praia, no maraca ou filando a bóia gostosa da D. Wanda, sua mãe, na Selva-de-Pedra.
Entre muitos episódios no colégio, houve um que relato a seguir:
1983. Chovia muito e naquela época todo o pátio, com exceção da quadra de vôlei era de terra batida. Portanto, era lama pra todo lado. Não sei como começou, o fato é que no final do recreio eu e PC éramos puro barro. Após a guerra, chegamos à aula da saudosa D.Sônia, de português. Por mais paciente que fosse a professora, simplesmente não havia como dar aula para aqueles dois emporcalhados. Foi neste dia que conheci a lavanderia da escola. Ficamos eu e PC esperando a máquina lavar e secar nosso uniforme para enfim voltarmos pra sala de aula.
by Ronaldão Cotrim
6 comentários:
ronaldinho,
não seria nelson o nome do professor de educação física?
beijo,
deinha
A Deinha está certa é tio Nelson e não tio Celso. O famoso pai da Teca.
Beijos,
Andréa Costa
Vocês se enganam. O Tio Nelson era um barbudo, pai de umas meninas da escola. O Celso foi nosso professor na 5ª série. Um mulato meio black power, que parecia o Lionel Ricthe, só que mais sarado.
É isso ai...Tio Celso...black power! A cara do Lionel Ricthe.
Olá, Ronaldo!
Que surpresa agradável essa sua homenagem :). Fico muito feliz em saber que nossa admiração é mútua e perdura, não obstante os quase 20 anos que se passaram desde a nossa formatura.
Ah, para fazer justiça: bóia gostosa mesmo era a da tia Aninha!
Obrigado por todo o aprendizado que obtive a partir da conviência contigo, meu amigo, por tantos anos.
Um grande abraço para você, família, e para toda a nossa turma!
Paulo Abrantes (PC)
Valeu PC! Você também vai estar sempre no meu coração. Vc tá morando aonde? A última informação que tive é que vc estava em Foz do Iguaçú. Procede?
Tudo de bom e lembranças à família.
Um grande abraço, amigo.
Ronaldo.
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