20 de agosto de 2007
Suzana, Eulália e Rosalina – trio de ouro
Todos sabemos que o forte do Terê (pelo menos nos plocs anos 80) era a área de Humanas. Isso apesar dos melhores esforços de professores como Chico (Física), Sirley e Luís Eduardo (Matemática) e Olinda (Química). Acho que a política do colégio era formar escritores, redatores e sociólogos. Mas mesmo assim o programa era um mistério. Lembro que fui aprender oficialmente o que era um “verbo” no primeiro ano do científico. A gente ralava nas redações e trabalhos de História – e nada de gramática!
Mas tô aqui para lembrar um trio de mulheres marcantes, pontas-de-lança no escrete das professoras de História (Geral e do Brasil), Geografia e congêneres. Criativas, animadas e com caligrafias ilegíveis, elas acompanharam a gente praticamente ao longo de todo o ginásio e científico. Ano a ano, iam revezando entre si o ensino dessas matérias e estavam sempre por ali.
Suzana era conhecida pela simpatia e pelos trabalhos criativos que pedia. Nisso rivalizava com a Eulália. Era história em quadrinhos sobre Revolução Francesa, teatro sobre Egito Antigo, jogo de tabuleiro sobre Segunda Guerra Mundial, escola-de-samba Unidos da Antiguidade e outras presepadas. A gente caía dentro, porque um trabalho bem feito garantia nota boa com peso três na média – não sei se era exatamente isso, mas lembro que a gente botava o boi na sombra o resto do ano se mandasse bem nos trabalhos. Outro fato que a mulherada da turma comentava era o guarda-roupa sem fim de Suzana. A lenda diz que na história do Teresiano, a nossa professora-top-model jamais repetiu um modelo!!! Haja roupa!!!
Eulália era um caso à parte. Rende vários capítulos no livro do Terê. Na primeira aula do ano ela sempre lembrava que tinha uma letra era bisonha e, pior, mania de abreviar todas as palavras. A gente ficava que nem Champolion tentando decifrar o quadro-negro e as provas dela. Eram tempos de enunciados escritos à mão e provas copiadas na base do mimeógrafo. O texto vinha em lilás e a gente ficava doidão com o cheiro do álcool. Dramática, Eulália era fantástica descrevendo aquelas batalhas antigas entre vândalos, ostrogodos e visigodos. A gente quase que conseguia ver o sujeito cortando a cabeça do outro. Fanática por mapas da Europa medieval, ela caprichava na pronúncia de certos lugares fundamentais (por que mesmo? acho que eram “pontos estratégicos”). Os preferidos eram a Alsácia Lorena, a Bósnia Herzegovínia e a Prrrrrrússia. Rodrigão imita a Eulália perfeito: “Na Guerra tal, os alemães invadem a França etc etc. E QUEM ENTRA DE RABO? (batendo na mesa) A PRRRRÚSSIA!!!” Outro traço marcante da Eulália: quando contava um conto, aumentava todos os pontos. Pra manter o interesse da garotada dodói, Eulália apelava para avô boiando dentro de um barril por três meses no Mediterrâneo e alguém que sobreviveu se alimentando de cobras vivas na Amazônia (e não era gay). Ao final dessa última narrativa, lembro que alguém perguntou: “- Mas por que não matava a cobra antes?” Nossa querida Pantaleona desconversou, dizendo que a fome do cara era tanta que não dava tempo.
Por fim, Rosalina. Geralmente encarregada da Geografia, com suas erosões e assoreamentos, ela sempre puxava a brasa para seu assunto preferido: a Revolução Russa! Tudo acabava em Stálin, Trotski e gangue. Rosalina era (deve ser ainda) bonitona e dizem que foi bailarina. Lembro que ela chegava a ser emocionar falando da União Soviética. Isso num colégio católico é no mínimo engraçado. Será que as freiras sabiam disso? Bom, se elas usam a internet e sabem o que é um blog, vão saber agora. Teve um dia em que a Rosalina levou um som tipo paraibão, botou lá um Rachmaninoff pra tocar e quase chorou contando a história da Revolução Russa. Não sei se o fosfosol tá em dia, mas acho que ela se empolgou tanto falando dos russos que chegou a dançar, rodopiando pra lá e pra cá, naquele tablado da última sala do corredor. Os “pessoal” adorava.
Só pra fechar: corriam por fora a dupla Maysa Mader e Marisa - essa última entrou pro Guiness como a única professora expulsa de sala por excesso de aplausos – mas fica para a próxima.
15 de agosto de 2007
Vai que é tua Suely
Quando cheguei na escola em 1982, a vida era boa demais. Vindo de um colégio experimental e pequeno, a Chave do Tamanho, na Travessa Madre Jacinta, achei tudo grande, mas acolhedor. O Teresiano, apesar de bem maior que a Chave, não chegava a ser um Santo Agostinho, com suas oito turmas por série. Se não me falha a memória, na minha sala éramos doze meninos e umas 28/30 meninas, um cenário realmente acolhedor. Joca, Renato, Marcos, Estevão (turma B), Bruno Richter, Caé, PC, Fernando Fontenelle, Fábio Medusa, Jorge, Weiler e eu, formávamos o escrete masculino. Para melhorar mais ainda o clima acolhedor, ficávamos no mesmo andar da Sexta série, que na época só tinha meninas. Nossa turma era a primeira na história da escola a ter meninos. Portanto, era menina pra todo lado.
Não me lembro de todas as garotas da 5ª C, mas tenho algumas recordações. Eram 5 Adrianas: Silva, Cruzeiro, Marzan, Ururahy, e Brasil, esta última era mais velha e na minha lembrança de menino ela tinha um cabelo tipo peruca de pano, enrolada e meio amarelada. Como disse anteriormente, as primeiras pessoas com quem falei foram a Daniela Brandão e a Isabela Bicalho. Lembro-me que o Marcos tinha um cabelo meio grandinho, tipo Romeu e que havia na sala um menino diferente que na hora da chamada seria identificado como Suely(?). Pensei comigo: “coitado, Suely é sacanagem”.
Pois bem, fomos para o recreio e rolou a peladinha inaugural. Junto com a molecada da 5ª B, fomos todos para o campinho de terra, que na época era transversal ao parquinho. Que me perdoem Ricardo Santos e Cia., mas a turma C tinha mais jeito pra coisa. E a gente ainda contava com o super goleiro Suely, que quando foi pra linha não fez feio não. Findada a peleja, fomos pegar o elevador, quando o Suely decidiu ir ao banheiro. Estava quase entrando no toalete, quando Weiler o advertiu: “Ei cara, isso é banheiro de mulher, tá maluco?”. Naquele momento descobrimos que o nosso goleiro era de fato uma menina, uma moreninha, meio indiazinha e muito boa de bola.
E não é que um dia, contra todas as expectativas, Suely botou pra quebrar. Isso foi mais tarde, talvez na 8ª série. Na saída da escola, chegou numa moto um garotão bonitão e rolou aquele suspense entre a mulherada: quem será a princesa de sorte grande?. Meus amigos, a princesa era ela. Suely. Nossa antiga arqueira, driblando todas, fazendo um golaço e correndo pro abraço.9 de agosto de 2007
Casa Tota (=Çorça) - at last, pictures!
Graças ao fôlego de gato da Bebel, que foi até o sotão da sua casa para escarafunchar e desencavar essas fotos ABSOLUTAMENTE GENIAIS!!! Gostaria de brindar grande parte dos já resgatados no BLOG com essas memórias inesquecíveis das colônias de férias na casa de Nova Ipanema do nosso querido amigo TOTA!
Olha só que gatinhas: Adriana Gramm, Isabela Bicalho, Andréa Costa, Adriana Marzã, Roberta Guimarães, Bebel e Cristiane Schmidt.
Nessa outra foto: Joquita, Isabela, Fernanda Andrada (olha que luxo o maiô dela), Andréa Costa, Ana Letícia Gualda, Michelle Liberti, Bebel, Daniela Costa, Flavia Barroso e ELE: O TOTA (Jorge Salluh para os não íntimos)!
Sente só o naipe dessa equipe da clássica mesa de sinuca do Seu Salluh. Na linha de frente Caé e Fábio Medusa (caraca esse moleque aprontava muito: merece um post só dele). Na retaguarda: PC Abrantes e Marcos Senna Motta (o Mega Gênio da mesa do feltro verde).
E pra finalizar, o mulheril todo reunido com a Gabriela. Galera, a Fernanda vai me matar por essas DUAS fotos dela com esse maiô de aqualouca num mesmo post pra todo mundo apreciar! 6 de agosto de 2007
A Casa da Çorça. O Mito.

por Ronaldo Cotrim
Pobre daqueles da geração de 1988 que não tiveram a oportunidade de estar no complexo residencial da Çorça, em Nova Ipanema. Quando tínhamos a agraciada oportunidade de usufruir daquelas terras, a vida era melhor.
Para começar vamos falar de um cara que era pura simplicidade e generosidade em meio a um ambiente da mais pura fidalguia. Jorge Saluh, o Jorginho ou a Çorça, querido amigo que tive o prazer de conviver durante a minha passagem pelo Terê e que infelizmente não tenho mais contato. - Cadê você Jorginho?.
Jorge e eu entramos no colégio em 1982. Se não me engano, fomos sempre da mesma turma, juntos inclusive nas aulas de inglês. Logo em 1982, assisti ao primeiro jogo da Copa na sua casa, ainda um apartamento em Nova Ipanema.
Apesar de não ser dos amigos mais próximos, tinha por ele um enorme carinho. Era realmente um cara do bem, que o diga as irmãs Costa e toda a turma de Nova Ipanema que viviam na caçamba dos últimos modelos de Caravan da época, de carona pra casa. Que loucura boa deviam ser essas viagens!
Em 1986, houve um trabalho de grupo sobre a Assembléia Nacional Constituinte. (Tenho até hoje o vídeo, que procurarei disponibilizar no Blog assim que possível). O grupo era da pesada: Motinha (Marcos), Chiquinho (Estevão), Paulo Mineiro, Maurício, Jorge e eu. O local: A Casa da Corça. O trabalho foi feito em uma tarde de sol, nos mais variados aposentos, abastecido por deliciosos lanchinhos. Que época boa. Aquele trabalho talvez fosse a maior responsabilidade das nossas vidas. Lembro-me do pai do Jorge ajudando a todos e do Serginho (Sapo), irmão do Jorge, em volta da gente.
A Casa da Çorça era realmente um delírio: sinuca, totó, futebolzinho, piscina, sauna, geladeira. Sim, a geladeira era a atração mais cobiçada e também de acesso mais arriscado. Nunca houve uma geladeira tão fantástica. Um refrigerador que trazia em si tudo o que um trombadinha em fase de crescimento poderia sonhar. Iogurtes, chocolates, refrigerantes, itens importados – uma loucura. O ataque normalmente era feito por grupos de dois. Um ficava na retaguarda e o outro ia sorrateiramente afanar alguns itens, para não dar tanta bandeira. Não esqueço o dia em que após alguns grupos terem feito uma limpa responsa, a Cristiane Cotrim, só para não perder a viagem, surrupiou uma lata de champignon, que foi devidamente devorada como um manjar dos deuses. No fundo, o que mais importava era a emoção da aventura.
Foram grandes momentos naquela casa. Um lugar que acima de tudo recebia todos com muito carinho e que vai ficar pra sempre na nossa lembrança.
"Os embalos de sábado à noite"

E por falar em festa, quem me conhece, sabe o quanto sempre apreciei comemorar meus aniversários. No início, lá pelos anos oitenta, os meninos ainda em minoria no Colégio, não eram bem-vindos aos churrasquinhos com banho de piscina que costumava fazer. Acho que nós meninas não ficávamos tão à vontade na presença de vocês... Mas o veto durou pouco tempo. Anos depois, já adolescentes, a participação da ala masculina do Colégio passou a ser fundamental! Todo mês de maio me reunia com a Gabi Assmar para organizar nossas festinhas de arromba aqui em casa, com DJ, luzes, estroboscópio e muitas batidinhas feitas especialmente para o evento. No início, embalados pelo "break" ao som de "Beat it", debutávamos com certa timidez. Lembro-me de um vizinho aqui da rua que dançava igualzinho ao Michael Jackson e fez um show à parte. Cada ano que se passava, o quorum das festas era ainda maior.

Na última, na comemoração dos nossos 17 anos, em 1988, conseguimos reunir
mais de duzentas pessoas! Claro, com grande participação de penetras... Mas
nada nos importava além da diversão, que era garantida. Balançávamos nossos
esqueletos a noite toda, numa euforia que nunca mais pude sentir! Aos amigos
da turma de 1988, com quem compartilhei estes grandes momentos, divido um
pouco desta saudade. Deleitem-se com as fotos!

Um beijão a todos,
Bebel.
3 de agosto de 2007
A primeira “night”
por Ronaldo Cotrim
Recordando-me dos 8 anos em que estive no Terê – de
A infância/adolescência é também uma época de descobertas. Quase tudo é novidade. As coisas têm um frescor danado. Sem falar nas nossas responsabilidades e preocupações, todas insuficientes para esbranquiçar meio fio de cabelo.
1983 foi um ano de muitas descobertas e estréias. Lembro-me das corridas de tampinha de refrigerante, que se alastravam por todo pátio da escola, com suas curvas, torres e atalhos. O negócio era sério: a gente recortava uma figura de revista – que seria o “patrocinador” – colocava dentro da chapinha e cobria com cera de vela, o que personalizava e dava mais estabilidade. Era demais. Houve também a época de bolinha de gude. Modas que devem ter durado três semanas, mas que na minha lembrança parece que se estenderam por todo o ano. Pena que mais tarde acimentaram tudo.
Estava na Sexta C e na turma tinha uma menina moreninha e bonitinha chamada Luciana Ferreira (onde anda?). Ela ia dar uma festa de DANÇA. A festa seria de 18:00 às 24:00. Uma audácia até então. Uma eternidade também. Seis horas balançando o esqueleto não era brinquedo não. A casa ficava no condomínio Portinho do Massarú, no Itanhangá. Foi a primeira vez que conheci um DJ, e o mais engraçado, com o olhar de hoje, é que ele usava dois gravadores de fita K7 para mixar as músicas. Também foi a minha primeira festa numa residência com pista de dança e luzes coloridas e estroboscópicas. Nesta noite ouvi pela primeira vez a canção “I Can’t take My Eyes of You”, que realmente era ótima pra dançar. Não me lembro de nada muito especial ocorrido naquela noite, a não ser pela própria festa que inaugurava para mim e provavelmente para os outros um estilo de festa diferente. Por volta da Meia noite minha mãe chegou, e lá por São Conrado eu já devia estar dormindo, sonhando com a música lenta que eu havia dançado.
Nelson Santive
Bom, esse papo todo apenas para introduzir a entrada desse personagem bastante divertido no cenário Teresiânico: Nelson Santive, nosso professor de Português do segundo grau... Se não me engano, ele foi contratado pela escola em 1987 (segundo ano do científico da turma de 1988) para salvar a nossa pele nas provas de gramática de vestibular do ano seguinte.
Apesar de ter habitado nossas salas por apenas dois anos essa figura protagonizou inúmeras situações engraçadas, constragedoras e até bizarras!!! Antes de enumerá-las vale lembrar que ele era um coroa já nos seus 60 anos que não tinha a menor papa na língua em nos alarmar da nossa ausência de conhecimentos de gramática, apontando deficiências dos alunos para todos ouvirem e implicar com seus alunos-desafeto sem a menor cerimônia. Aí vão minhas lembranças:
1) Carlos Eduardo Palhares, "ajudado pelo Zé Arthur": em algumas ocasiões de rebuliço incontrolável da turma o Santive parava a aula e iniciava uma arguição tomando aleatóriamente uma vítima incauta... Em dado dia ele resolveu sabatinar o Palhares com as conjugações verbais. Ele escolhia um verbo e saia perguntando sua conjugação em um dado tempo verbal. Como o Palhares (nem ninguém) sabia Xongas, o Zé Pirú (que tinha estudado no Andrews e tinha aprendido gramática decentemente) resolveu partir em seu socorro, soprando os verbos na conjugação pedida pelo Santive. Eu sei que a sabatina durou pelo menos uns 3 verbos em 3 tempos diferentes, e sem nenhuma correção aparente daquilo que o Palhares nervosamente respondia seguindo obedientemente o seu ponto gramatical... Ao final da sabatina o Santive agradeceu e comentou em tom condescendente: "Muito bem Carlos Eduardo! Só que está tudo errado!!" A turma explodiu de rir, pois o Zé Arthur tinha soprado tudo errado e o Palhares ficou praguejando por entre os dentes, com aquele jeito ranzinza inconfundível dele: "FILHO DA PUTA"!
2) Joca e a Playboy em sala: essa história é apenas uma das inúmeras protagonizadas pela dupla Santive-Joca (Os dois se odiavam) na qual eu tive um papel decisivo na primeira expulsão de sala do meu querido amigo Joca. Neste dia sentei do lado do Joca numa das carteiras quase no fundo da sala e fiquei lendo uma revista Veja que trouxe de casa para me distrair da chatura da aula de português. A leitura caminhava muito bem quando me deparei com um daqueles anúncios de página cheia da próxima edição da Playboy com uma daquelas sirigaitas inconvenientemente tapando com mãos e braços os peitos e as partes pudentas. É evidente que essa virada de página entusiasmou o meu amigo da cadeira ao lado e ficamos comentando os atributos da figura da capa discretamente pro Santive não notar... O lance é que no entusiasmo de nossos comentários, tive uma idéia impulsiva e inconsequente de levantar a revista com a página do anúncio da Playboy em evidência dando a entender que se tratava de uma Playboy e não de uma Veja, comentei com o Joca e ele nem titubeou em executar a manobra. Resultado: quando o Santive bateu os olhos na capa da revista nas mãos do Joca: "João Ricardo, fora de sala agora!!!".
3) Eu e Selles: quem conhece sabe que a Selles além de ter sido uma das colegas mais divertidas do colégio, tinha uma gargalhada (espero que ainda a conserve viu, Selles?!) absurdamente contagiante. O fato é que numa daquelas últimas aulas do Santive do ano, às vésperas do vestibular, me sentei com ela nos fundos da sala e começamos, como de costume, a zombar de outras pessoas a nossa volta... Numa determinada piada minha, ela começou a rir desesperadamente e tentar conter o ruído que a gargalhada dela invariavelmente iria causar... O nosso ataque de bobeira foi absolutamente incontrolável e as gargalhadas ouvidas por toda a turma, corredor e cercanias provavelmente... A providência inicial do Santive foi de fazer aquela pergunta ridícula que os professores adoram fazer e que nós nunca vamos responder: "Posso saber o motivo de tanta graça?!". A merda é que nem mesmo a interrupção da aula e todas as atenções voltadas pôde conter nossa fúria do riso... Ele então MANDOU que parássemos de rir. Nada. Pausa. No que ele emendou: "Acho então que você precisam sair para tomar uma água! Fora de sala". EU E A SELLES SAÍMOS DE SALA RINDO SEM AR E SEM PARAR!!!
2 de agosto de 2007
Ave César!!!!
"Lembrei outro dia de uma figura lendária que trabalhou na coordenação do Teresiano, no meu período do científico (1987-1989)...
Quando penso nele (nem sem se tem a ver) me vem a imagem do Daniel Azulay. Era um cara gente boa, olheira funda, meio dentuço, sempre com pizzas de suor debaixo do sovaco. Vinha sempre apressado dar uns avisos. Sua marca registrada era falar rápido, tenso, se perguntando e se respondendo como se estivesse falando sozinho. <<>>
Quem o conheceu já sacou que eu falo de...
AVE CÉSAR!!!
Nessa época eu curtia os quadrinhos do Asterix, e comecei com a sacanagem de bradar "Ave César!!!" (fazendo um gesto tipo "Heil Hitler!") toda vez que o nosso amigo entrava na sala pra dar um aviso. Ele de início ignorava a brincadeira. Na seqüência, achando graça na história, alguns sequelados começaram a mandar o "Ave César!!!" comigo quando ele se aproximava. E isso passou a acontecer direto: sempre que a gente esbarrava nele, nos corredores, no elevador, sozinho ou acompanhado, a gente fazia a saudação romana a plenos pulmões...
Sei que, não demorou muito, a turma em peso urrava em uníssono "Ave César!!!" mal o dentucinho botava a cara pra dentro da sala. Ele começou a dar sinais de "stress" psicológico... ("Excrusive" outras turmas começaram a fazer isso também.)
Num dos últimos dias do terceiro ano, o César veio todo cabreiro perguntar pra mim:
- Cara, eu nunca entendi essa história de "Ave César"... Quê que é isso?
Eu expliquei que era uma saudação romana pro imperador etc, uma homenagem nossa à pessoa dele. Ele fez uma cara de alívio profundo: achava que era alguma sacanagem com negócio de ave, de galinha... Caraca, sofreu três anos sem entender o significado (pra mim óbvio) da coisa..."