6 de agosto de 2007

A Casa da Çorça. O Mito.



por Ronaldo Cotrim

Pobre daqueles da geração de 1988 que não tiveram a oportunidade de estar no complexo residencial da Çorça, em Nova Ipanema. Quando tínhamos a agraciada oportunidade de usufruir daquelas terras, a vida era melhor.

Para começar vamos falar de um cara que era pura simplicidade e generosidade em meio a um ambiente da mais pura fidalguia. Jorge Saluh, o Jorginho ou a Çorça, querido amigo que tive o prazer de conviver durante a minha passagem pelo Terê e que infelizmente não tenho mais contato. - Cadê você Jorginho?.
Jorge e eu entramos no colégio em 1982. Se não me engano, fomos sempre da mesma turma, juntos inclusive nas aulas de inglês. Logo em 1982, assisti ao primeiro jogo da Copa na sua casa, ainda um apartamento em Nova Ipanema.
Apesar de não ser dos amigos mais próximos, tinha por ele um enorme carinho. Era realmente um cara do bem, que o diga as irmãs Costa e toda a turma de Nova Ipanema que viviam na caçamba dos últimos modelos de Caravan da época, de carona pra casa. Que loucura boa deviam ser essas viagens!

Em 1986, houve um trabalho de grupo sobre a Assembléia Nacional Constituinte. (Tenho até hoje o vídeo, que procurarei disponibilizar no Blog assim que possível). O grupo era da pesada: Motinha (Marcos), Chiquinho (Estevão), Paulo Mineiro, Maurício, Jorge e eu. O local: A Casa da Corça. O trabalho foi feito em uma tarde de sol, nos mais variados aposentos, abastecido por deliciosos lanchinhos. Que época boa. Aquele trabalho talvez fosse a maior responsabilidade das nossas vidas. Lembro-me do pai do Jorge ajudando a todos e do Serginho (Sapo), irmão do Jorge, em volta da gente.

A Casa da Çorça era realmente um delírio: sinuca, totó, futebolzinho, piscina, sauna, geladeira. Sim, a geladeira era a atração mais cobiçada e também de acesso mais arriscado. Nunca houve uma geladeira tão fantástica. Um refrigerador que trazia em si tudo o que um trombadinha em fase de crescimento poderia sonhar. Iogurtes, chocolates, refrigerantes, itens importados – uma loucura. O ataque normalmente era feito por grupos de dois. Um ficava na retaguarda e o outro ia sorrateiramente afanar alguns itens, para não dar tanta bandeira. Não esqueço o dia em que após alguns grupos terem feito uma limpa responsa, a Cristiane Cotrim, só para não perder a viagem, surrupiou uma lata de champignon, que foi devidamente devorada como um manjar dos deuses. No fundo, o que mais importava era a emoção da aventura.

Foram grandes momentos naquela casa. Um lugar que acima de tudo recebia todos com muito carinho e que vai ficar pra sempre na nossa lembrança.

3 comentários:

Unknown disse...

Inesquecível mesmo! Lembro-me, ainda, do mini-bugre dele!Em 1985, muito antes deste churrasco aí da foto,eu,Roberta Guimarães, Andréa Costa e Michelle não resistimos e registramos o carango.Vou mandar a foto para o Rodrigo publicar.
Bjs.
Bebel.

gonzo_music disse...

Sensacional.
Obrigado pela sessão "tunel do tempo


Jorge Salluh

Anônimo disse...

Rodrigo,
Encontrei um monte de fotos aqui em casa. Fiz uma viagem no tempo!!!
Passei horas scaneando as fotos para te mandar. Estão show!
Me manda seu email para poder te enviar!
Bjs