
(por Rodrigo Alzuguir)
Outro dia, saindo de casa aqui na Voluntários, de manhã cedo, dei de cara com uma figura simpática que muito representa pra mim: a mitológica Glorinha, professora de português do Terê. Me deu aula na quinta série do ginásio e despertou em muitos bucéfalos o gosto pelas letras. Isso deve ter sido em 1983, portanto há 25 anos.
D. Maria da Glória, vulgo Glorinha, vulgo Glorípedes, deve dormir no formol ou conhece uma técnica perdida de embalsamamento. Não mudou nada. Nem o corte da juba. Fiz aquele estardalhaço, tirei foto no celular e ela retribuiu. Não sei se lembrou de mim ou foi só por educação (deve estar habituada a ser agarrada na rua por ex-alunos, pois é muito querida). Mas valeu!
Glorinha era uma entusiasta da literatura brasileira e queria a todo custo passar essa paixão pros curumins do ginásio. Tinha o hábito de ler em voz alta, declamando. No seu repertório figuravam poesias e contos de autores consagrados e... as melhores redações da semana, para incentivar os alunos-escritores. Eu fui bastante selecionado, não é pra me “gambá”. Guardo até hoje alguns desses escritos, com comentários esfuziantes escritos a caneta vermelha, sem economia de exclamações: “Quanta criatividade!!! Você é impossível!!! Continue assim!!!” e outras. Pra tirar um sarro, prevendo que ela fosse ler as redações em voz alta para a turma, comecei a carregar nas tintas dos enredos. Aí era um tal de assassinatos em série, vampiros, traições, esquartejamentos etc. Ela não se fez de rogada e eu continuei freqüentando os “melhores da semana”. Só passou a pular as partes mais chocantes. Escolhia um ou outro parágrafo e me dava uns puxões de orelha – “De onde você tira esses assuntos, meu filho?”
Eu passei (não lembro o porquê) a chamar a Glorinha de Glorípedes e um dia agarrei a véia na frente da turma e dancei tango com ela. Que pentelho!
Grande Glorípedes, não sei se a sra acessa a internet, mas segue aí uma foto do nosso último encontro! Beijão e obrigado por tudo!
OBS Aos que encontrarem a Glorinha na rua, cuidado antes de avançar: pode ser a irmã gêmea dela.
Outro dia, saindo de casa aqui na Voluntários, de manhã cedo, dei de cara com uma figura simpática que muito representa pra mim: a mitológica Glorinha, professora de português do Terê. Me deu aula na quinta série do ginásio e despertou em muitos bucéfalos o gosto pelas letras. Isso deve ter sido em 1983, portanto há 25 anos.
D. Maria da Glória, vulgo Glorinha, vulgo Glorípedes, deve dormir no formol ou conhece uma técnica perdida de embalsamamento. Não mudou nada. Nem o corte da juba. Fiz aquele estardalhaço, tirei foto no celular e ela retribuiu. Não sei se lembrou de mim ou foi só por educação (deve estar habituada a ser agarrada na rua por ex-alunos, pois é muito querida). Mas valeu!
Glorinha era uma entusiasta da literatura brasileira e queria a todo custo passar essa paixão pros curumins do ginásio. Tinha o hábito de ler em voz alta, declamando. No seu repertório figuravam poesias e contos de autores consagrados e... as melhores redações da semana, para incentivar os alunos-escritores. Eu fui bastante selecionado, não é pra me “gambá”. Guardo até hoje alguns desses escritos, com comentários esfuziantes escritos a caneta vermelha, sem economia de exclamações: “Quanta criatividade!!! Você é impossível!!! Continue assim!!!” e outras. Pra tirar um sarro, prevendo que ela fosse ler as redações em voz alta para a turma, comecei a carregar nas tintas dos enredos. Aí era um tal de assassinatos em série, vampiros, traições, esquartejamentos etc. Ela não se fez de rogada e eu continuei freqüentando os “melhores da semana”. Só passou a pular as partes mais chocantes. Escolhia um ou outro parágrafo e me dava uns puxões de orelha – “De onde você tira esses assuntos, meu filho?”
Eu passei (não lembro o porquê) a chamar a Glorinha de Glorípedes e um dia agarrei a véia na frente da turma e dancei tango com ela. Que pentelho!
Grande Glorípedes, não sei se a sra acessa a internet, mas segue aí uma foto do nosso último encontro! Beijão e obrigado por tudo!
OBS Aos que encontrarem a Glorinha na rua, cuidado antes de avançar: pode ser a irmã gêmea dela.
Um comentário:
Riqueza total essa foto e o texto, também! Alguém sabe se a Glorinha é freira? Me lembrei também da irma gêmea - sinistro a dose dupla!
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