22 de outubro de 2007

Cadê o Baratinha?

por Claudia Dannemann

Começo este texto me desculpando, pois sei que sou uma intrusa aqui nesse grupo. Por outro lado, conheço alguns de vocês, simplesmente porque eu tinha que “agüentar” alguns em dose dupla. Explico melhor: sou irma do Rodrigo e da Marcia e quase todos os dias vinha algum colega nos visitar lá em casa. Estudei no Terê de 1977 a 1980, da 5ª. a 8ª. séries. Também fui aluna de muitos dos professores que vocês conheceram...

Estou escrevendo esse texto, para contar um episódio que aconteceu há muito tempo, acho que foi em 1978, se a minha memória nao falha. Eu estava na 6ª. e meus irmaos na 1ª. série do primário. Rodrigo era unha e carne com um menino chamado Luiz Cláudio, também conhecido como Baratinha. Ele devia ser uma cabeça menor do que meu irmao, na época. Se, numa semana, o Rodrigo nao ia para Teresópolis para a casa da família do Baratinha, este invariavelmente ia conosco para Petrópolis. Rodrigo obviamente era o líder com uma criatividade sem limites e o Baratinha ia atrás fazendo as traquinagens que meu irmao inventava! Baratinha era o pequeno príncipe da família, pois tinha duas irmas mais velhas: Adriane e Lara. E nós, os irmaos mais velhos do Rodrigo, ficávamos zombando um pouco daquele menino mimado que tinha um tio chamado Oto (até eu mesma estou assustada com minha memória!).

Eu estudava ainda à tarde, assim como os meus irmaos. Num belo dia, me chamaram, dizendo que meu irmao havia jogado uma JACA na cabeça do amigo. Que loucura! Minhas amigas ficaram imaginando o instinto assassino do meu irmao de 7 anos – Ave Maria! Na verdade, a estória nao foi bem assim. No pátio do colégio, havia muitas jaqueiras que às vezes estavam carregadas de frutos. Nao é que os dois inventaram de jogar pedras numa jaca, para que esta caísse? E foi uma pedra que furou a cabeça do Baratinha, pois a jaca nem saiu do lugar (Graças a Deus!). Rodrigo ficou aos prantos, assustado com o que havia feito. Nem por isso, a amizade dos dois foi “pro brejo”! Os dois continuaram muito amigos por muitos anos. Agora a minha memória realmente falhou, porque nao sei mais quando o Baratinha sumiu das nossas vidas. Alguém sabe por onde anda um rapaz com uma cicatriz na cabeça?

3 comentários:

Alex disse...

Nossa, e a família Dannemann tá aumentando a participacao nesse blog!! Amei o texto! Eu me lembro dessa cena! Ah, detalhe, o Baratinha ODIAVA ser chamado por esse apelido! Mas nao adiantava, nao tinha jeito de chamá-lo pelo nome! Beijinhos, Marcia

Rodrigo Dannemann disse...

Cara,

Genial a Claudia lembrar deste episódio... Realmente eu era muito pequeno e o Luís Claudio menor ainda... O pedregulho que arremessei na árvore resvalou na Jaca e voltou na cabeça dele com tudo! Lembro que amparei a cabeça dele no meu peito e voltei chorando para o Pilotis para pedir ajuda, pois achava que tinha matado meu amiguinho!
Para completar ainda confundi o pai do Luís Claudio (que não conhecia até então) com o o avô dele, uma vez que era um cara bem mais velho.
Fiquei tão nervoso neste dia, que minha mãe me liberou da aula, me deu um calmante e dormi a tarde inteira...
Ele trabalha aqui pertinho de mim no Cittá América na Barra da Tijuca e volta e meia encontro com ele na hora do almoço.

Anônimo disse...

Claudia,

Aqui é o próprio baratinha do episódio (nem lembrava mais desse apelido...rsrsrs). Caramba fiquei impressionado de você lembrar tão bem assim deste episódio (incluindo os nomes...). Não tenho mais a cicatriz, mas até hoje lembro de ter acordado e ver o Rodrigo chorando achando que eu tinha morrido. Vi hoje o seu blog, e li a história. Muito legal!

Beijo grande para todos os Dannemann!!!