Quando cheguei na escola em 1982, a vida era boa demais. Vindo de um colégio experimental e pequeno, a Chave do Tamanho, na Travessa Madre Jacinta, achei tudo grande, mas acolhedor. O Teresiano, apesar de bem maior que a Chave, não chegava a ser um Santo Agostinho, com suas oito turmas por série. Se não me falha a memória, na minha sala éramos doze meninos e umas 28/30 meninas, um cenário realmente acolhedor. Joca, Renato, Marcos, Estevão (turma B), Bruno Richter, Caé, PC, Fernando Fontenelle, Fábio Medusa, Jorge, Weiler e eu, formávamos o escrete masculino. Para melhorar mais ainda o clima acolhedor, ficávamos no mesmo andar da Sexta série, que na época só tinha meninas. Nossa turma era a primeira na história da escola a ter meninos. Portanto, era menina pra todo lado.
Não me lembro de todas as garotas da 5ª C, mas tenho algumas recordações. Eram 5 Adrianas: Silva, Cruzeiro, Marzan, Ururahy, e Brasil, esta última era mais velha e na minha lembrança de menino ela tinha um cabelo tipo peruca de pano, enrolada e meio amarelada. Como disse anteriormente, as primeiras pessoas com quem falei foram a Daniela Brandão e a Isabela Bicalho. Lembro-me que o Marcos tinha um cabelo meio grandinho, tipo Romeu e que havia na sala um menino diferente que na hora da chamada seria identificado como Suely(?). Pensei comigo: “coitado, Suely é sacanagem”.
Pois bem, fomos para o recreio e rolou a peladinha inaugural. Junto com a molecada da 5ª B, fomos todos para o campinho de terra, que na época era transversal ao parquinho. Que me perdoem Ricardo Santos e Cia., mas a turma C tinha mais jeito pra coisa. E a gente ainda contava com o super goleiro Suely, que quando foi pra linha não fez feio não. Findada a peleja, fomos pegar o elevador, quando o Suely decidiu ir ao banheiro. Estava quase entrando no toalete, quando Weiler o advertiu: “Ei cara, isso é banheiro de mulher, tá maluco?”. Naquele momento descobrimos que o nosso goleiro era de fato uma menina, uma moreninha, meio indiazinha e muito boa de bola.
E não é que um dia, contra todas as expectativas, Suely botou pra quebrar. Isso foi mais tarde, talvez na 8ª série. Na saída da escola, chegou numa moto um garotão bonitão e rolou aquele suspense entre a mulherada: quem será a princesa de sorte grande?. Meus amigos, a princesa era ela. Suely. Nossa antiga arqueira, driblando todas, fazendo um golaço e correndo pro abraço.
4 comentários:
Ronaldo, eu era da sua turma e me lembro muito bem da Patrícia Brasil e não Adriana Brasil.A descrição foi perfeita!O primeiro ano dos meninos no Colégio foi na 3a. série, em 1980. O time dos meninos era o mesmo, tirando você e o Weiler que, se não me engano, entraram no mesmo ano. Bons tempos...
Bjão.
Bebel.
Oi Bebel. Você tem razão, era Patricia Brasil. Mas, a entrada dos meninos, se não me engano começou em 1978, na primeira série. Eu quis dizer que foi a turma masculina que deu origem à série. E em 1982, entraram na 5ª C comigo o Weiler, o Jorge e o PC.
Bjs.
é isso!entramos no mesmo ano. se não me engano eu, ronaldo, PC e Weiler mesmo.
gostei eso do blog
valeu
Jrge Salluh
Ronaldão, muito boa a crônica sobre a Suely. Lembro de uma peça da Noêmia em que ela (e a Dani Costa) fizeram duas velhinhas. Foi a única vez que eu vi a Suely de saia!!!
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