27 de novembro de 2007

Turma de 1989 - FINALMENTE FOTOS

Em pé: Joninho, Carlota, Dudu, Ricardo Cotrim, Ivan, Monica Baumgarten
Agachados: Aninha, Guime

Ricardo Cotrim, Monica Baumgarten, Guime, Suzanne, Joninho, Aninha, Luísa

Mônica (irmã Luísa), Luísa, Flávia Domingues, Carlota, Rosalina

Fila de trás: Lúcia (em pé), Júlia Salazar, Rodrigo Alzuguir, Rodrigo Machado, Clarisse, Renata Fontanive, Flávia Domingues, Daniela Castro, Jôrica
Meiúca: Suzanne, Artur, Eduardo Reco, Luísa Frente (à direita): Marcinha, Natália

22 de outubro de 2007

Final de Ano (1988) - Deixa Cair....

por Adriana Selles
(nossa enviada especial de São Paulo)

ôooooo, Santive!!!
Eu fazendo uma galhada na cabeça do "Santa", Viviane Cantisano, Lutsy Pinha, Paulo de Bolle, Adriana Selles, Paulo Mineiro (cochichando na orelha da Selles), Daniela Judice, Patrícia Soledade, Simone Soares, Ana Paula "Fedora", Ana Paula Falcão, Caé Côrtes, Doda, Sandra Helena, Thomas King e Mauro "NhaNha"!!


Marina, Ana Catarina, Dedé, Fernanda, Eu, Ana Letícia, PC, Sandra, Zé Pirú, Carlos Eduardo Palhares (some daqui seu imundo), Caé, Soledade, Larissa, Gabriela Assmar, Ana Lúcia, Ana Paula Fragomeni, Léo Queixada, Ana Paula Fedora e Fabiana Rudge.

Marcos Motta, Paulo de Bolle e PC Abrantes.

Daniela Judice, Lutsy Pinha, PC, Estevão e Ana Luiza.

Nas inesquecíveis escadas do Tereca: PC, Daniela Judice, Lutsy, Dedé, Eu, Cris Schmidt, Marcia, Caé, Patrícia, Gabriela, Léo e Palhares.

Final de Ano (1988) - Personagens Inesquecíveis

Por Adriana Selles
Luiz Claudio (anão de Jardim e prof. de Biologia), Simone, Dedé, Ana Raquel, Mariana Renatina Almeida, Paulo de Bolle, Dri Selles, Marcos Motta, Ana Letícia, Ana Lúcia, Branca e Thomas King!

Chicão - dando aquela "Foooooorça" para a turma de desesperados com a prova final



Rosalina e Nelson Santive (respectivamente Amor e Ódio do Joca)


PC e a sibilante Maritza (prof. de OSP)!


César: LINDOOOOOO!!!!
Repara que conseguiram fotografá-lo sem que ele estivesse gesticulando e sem o cigarrinho!!!

Sítio da Lutsy Pinha (1987 - por aí)

por Adriana Selles
(que maravilha de contribuição. Valeu Selles!)
Daniela Judice, Gabriela Asmar, Lutsy Pinha, Marcia Dannemann e Dedé Kauffmann

Mesmo ângulo, outra pose cheia de frescura da água...
Repara só o contraste d'eu e o seu Zé Pinha jiboiando na água fria!


PC Abrantes, Joca Ripper e Paulo "Rocha" de Bolle (com tesão)

ISSU NUIXISTIII!!!

Sítio da Anna Maria Pella Chaves (1984)

por Adriana Selles


Lucienne, Flavia Barrozo, Isabela Bicalho, Débora Mitsui, Adriana e Ana Raquel (eu acho?)

Paulo de Bolle, Ronaldo "Gambito" Cotrim e Átila Albert


PC montado e desmunhecando no cavalo branco!

Paulo John Melton Barbosa esbanjando destreza sobre seu pangaré "Ebony"

Cadê o Baratinha?

por Claudia Dannemann

Começo este texto me desculpando, pois sei que sou uma intrusa aqui nesse grupo. Por outro lado, conheço alguns de vocês, simplesmente porque eu tinha que “agüentar” alguns em dose dupla. Explico melhor: sou irma do Rodrigo e da Marcia e quase todos os dias vinha algum colega nos visitar lá em casa. Estudei no Terê de 1977 a 1980, da 5ª. a 8ª. séries. Também fui aluna de muitos dos professores que vocês conheceram...

Estou escrevendo esse texto, para contar um episódio que aconteceu há muito tempo, acho que foi em 1978, se a minha memória nao falha. Eu estava na 6ª. e meus irmaos na 1ª. série do primário. Rodrigo era unha e carne com um menino chamado Luiz Cláudio, também conhecido como Baratinha. Ele devia ser uma cabeça menor do que meu irmao, na época. Se, numa semana, o Rodrigo nao ia para Teresópolis para a casa da família do Baratinha, este invariavelmente ia conosco para Petrópolis. Rodrigo obviamente era o líder com uma criatividade sem limites e o Baratinha ia atrás fazendo as traquinagens que meu irmao inventava! Baratinha era o pequeno príncipe da família, pois tinha duas irmas mais velhas: Adriane e Lara. E nós, os irmaos mais velhos do Rodrigo, ficávamos zombando um pouco daquele menino mimado que tinha um tio chamado Oto (até eu mesma estou assustada com minha memória!).

Eu estudava ainda à tarde, assim como os meus irmaos. Num belo dia, me chamaram, dizendo que meu irmao havia jogado uma JACA na cabeça do amigo. Que loucura! Minhas amigas ficaram imaginando o instinto assassino do meu irmao de 7 anos – Ave Maria! Na verdade, a estória nao foi bem assim. No pátio do colégio, havia muitas jaqueiras que às vezes estavam carregadas de frutos. Nao é que os dois inventaram de jogar pedras numa jaca, para que esta caísse? E foi uma pedra que furou a cabeça do Baratinha, pois a jaca nem saiu do lugar (Graças a Deus!). Rodrigo ficou aos prantos, assustado com o que havia feito. Nem por isso, a amizade dos dois foi “pro brejo”! Os dois continuaram muito amigos por muitos anos. Agora a minha memória realmente falhou, porque nao sei mais quando o Baratinha sumiu das nossas vidas. Alguém sabe por onde anda um rapaz com uma cicatriz na cabeça?

12 de setembro de 2007

Glorípedes! Mito ou realidade?


(por Rodrigo Alzuguir)

Outro dia, saindo de casa aqui na Voluntários, de manhã cedo, dei de cara com uma figura simpática que muito representa pra mim: a mitológica Glorinha, professora de português do Terê. Me deu aula na quinta série do ginásio e despertou em muitos bucéfalos o gosto pelas letras. Isso deve ter sido em 1983, portanto há 25 anos.

D. Maria da Glória, vulgo Glorinha, vulgo Glorípedes, deve dormir no formol ou conhece uma técnica perdida de embalsamamento. Não mudou nada. Nem o corte da juba. Fiz aquele estardalhaço, tirei foto no celular e ela retribuiu. Não sei se lembrou de mim ou foi só por educação (deve estar habituada a ser agarrada na rua por ex-alunos, pois é muito querida). Mas valeu!

Glorinha era uma entusiasta da literatura brasileira e queria a todo custo passar essa paixão pros curumins do ginásio. Tinha o hábito de ler em voz alta, declamando. No seu repertório figuravam poesias e contos de autores consagrados e... as melhores redações da semana, para incentivar os alunos-escritores. Eu fui bastante selecionado, não é pra me “gambá”. Guardo até hoje alguns desses escritos, com comentários esfuziantes escritos a caneta vermelha, sem economia de exclamações: “Quanta criatividade!!! Você é impossível!!! Continue assim!!!” e outras. Pra tirar um sarro, prevendo que ela fosse ler as redações em voz alta para a turma, comecei a carregar nas tintas dos enredos. Aí era um tal de assassinatos em série, vampiros, traições, esquartejamentos etc. Ela não se fez de rogada e eu continuei freqüentando os “melhores da semana”. Só passou a pular as partes mais chocantes. Escolhia um ou outro parágrafo e me dava uns puxões de orelha – “De onde você tira esses assuntos, meu filho?”

Eu passei (não lembro o porquê) a chamar a Glorinha de Glorípedes e um dia agarrei a véia na frente da turma e dancei tango com ela. Que pentelho!

Grande Glorípedes, não sei se a sra acessa a internet, mas segue aí uma foto do nosso último encontro! Beijão e obrigado por tudo!

OBS Aos que encontrarem a Glorinha na rua, cuidado antes de avançar: pode ser a irmã gêmea dela.

20 de agosto de 2007

Suzana, Eulália e Rosalina – trio de ouro

(por Rodrigo Alzuguir)

Todos sabemos que o forte do Terê (pelo menos nos plocs anos 80) era a área de Humanas. Isso apesar dos melhores esforços de professores como Chico (Física), Sirley e Luís Eduardo (Matemática) e Olinda (Química). Acho que a política do colégio era formar escritores, redatores e sociólogos. Mas mesmo assim o programa era um mistério. Lembro que fui aprender oficialmente o que era um “verbo” no primeiro ano do científico. A gente ralava nas redações e trabalhos de História – e nada de gramática!

Mas tô aqui para lembrar um trio de mulheres marcantes, pontas-de-lança no escrete das professoras de História (Geral e do Brasil), Geografia e congêneres. Criativas, animadas e com caligrafias ilegíveis, elas acompanharam a gente praticamente ao longo de todo o ginásio e científico. Ano a ano, iam revezando entre si o ensino dessas matérias e estavam sempre por ali.

Suzana era conhecida pela simpatia e pelos trabalhos criativos que pedia. Nisso rivalizava com a Eulália. Era história em quadrinhos sobre Revolução Francesa, teatro sobre Egito Antigo, jogo de tabuleiro sobre Segunda Guerra Mundial, escola-de-samba Unidos da Antiguidade e outras presepadas. A gente caía dentro, porque um trabalho bem feito garantia nota boa com peso três na média – não sei se era exatamente isso, mas lembro que a gente botava o boi na sombra o resto do ano se mandasse bem nos trabalhos. Outro fato que a mulherada da turma comentava era o guarda-roupa sem fim de Suzana. A lenda diz que na história do Teresiano, a nossa professora-top-model jamais repetiu um modelo!!! Haja roupa!!!

Eulália era um caso à parte. Rende vários capítulos no livro do Terê. Na primeira aula do ano ela sempre lembrava que tinha uma letra era bisonha e, pior, mania de abreviar todas as palavras. A gente ficava que nem Champolion tentando decifrar o quadro-negro e as provas dela. Eram tempos de enunciados escritos à mão e provas copiadas na base do mimeógrafo. O texto vinha em lilás e a gente ficava doidão com o cheiro do álcool. Dramática, Eulália era fantástica descrevendo aquelas batalhas antigas entre vândalos, ostrogodos e visigodos. A gente quase que conseguia ver o sujeito cortando a cabeça do outro. Fanática por mapas da Europa medieval, ela caprichava na pronúncia de certos lugares fundamentais (por que mesmo? acho que eram “pontos estratégicos”). Os preferidos eram a Alsácia Lorena, a Bósnia Herzegovínia e a Prrrrrrússia. Rodrigão imita a Eulália perfeito: “Na Guerra tal, os alemães invadem a França etc etc. E QUEM ENTRA DE RABO? (batendo na mesa) A PRRRRÚSSIA!!!” Outro traço marcante da Eulália: quando contava um conto, aumentava todos os pontos. Pra manter o interesse da garotada dodói, Eulália apelava para avô boiando dentro de um barril por três meses no Mediterrâneo e alguém que sobreviveu se alimentando de cobras vivas na Amazônia (e não era gay). Ao final dessa última narrativa, lembro que alguém perguntou: “- Mas por que não matava a cobra antes?” Nossa querida Pantaleona desconversou, dizendo que a fome do cara era tanta que não dava tempo.

Por fim, Rosalina. Geralmente encarregada da Geografia, com suas erosões e assoreamentos, ela sempre puxava a brasa para seu assunto preferido: a Revolução Russa! Tudo acabava em Stálin, Trotski e gangue. Rosalina era (deve ser ainda) bonitona e dizem que foi bailarina. Lembro que ela chegava a ser emocionar falando da União Soviética. Isso num colégio católico é no mínimo engraçado. Será que as freiras sabiam disso? Bom, se elas usam a internet e sabem o que é um blog, vão saber agora. Teve um dia em que a Rosalina levou um som tipo paraibão, botou lá um Rachmaninoff pra tocar e quase chorou contando a história da Revolução Russa. Não sei se o fosfosol tá em dia, mas acho que ela se empolgou tanto falando dos russos que chegou a dançar, rodopiando pra lá e pra cá, naquele tablado da última sala do corredor. Os “pessoal” adorava.

Só pra fechar: corriam por fora a dupla Maysa Mader e Marisa - essa última entrou pro Guiness como a única professora expulsa de sala por excesso de aplausos – mas fica para a próxima.

15 de agosto de 2007

Vai que é tua Suely

Por Ronaldo Cotrim

Quando cheguei na escola em 1982, a vida era boa demais. Vindo de um colégio experimental e pequeno, a Chave do Tamanho, na Travessa Madre Jacinta, achei tudo grande, mas acolhedor. O Teresiano, apesar de bem maior que a Chave, não chegava a ser um Santo Agostinho, com suas oito turmas por série. Se não me falha a memória, na minha sala éramos doze meninos e umas 28/30 meninas, um cenário realmente acolhedor. Joca, Renato, Marcos, Estevão (turma B), Bruno Richter, Caé, PC, Fernando Fontenelle, Fábio Medusa, Jorge, Weiler e eu, formávamos o escrete masculino. Para melhorar mais ainda o clima acolhedor, ficávamos no mesmo andar da Sexta série, que na época só tinha meninas. Nossa turma era a primeira na história da escola a ter meninos. Portanto, era menina pra todo lado.

Não me lembro de todas as garotas da 5ª C, mas tenho algumas recordações. Eram 5 Adrianas: Silva, Cruzeiro, Marzan, Ururahy, e Brasil, esta última era mais velha e na minha lembrança de menino ela tinha um cabelo tipo peruca de pano, enrolada e meio amarelada. Como disse anteriormente, as primeiras pessoas com quem falei foram a Daniela Brandão e a Isabela Bicalho. Lembro-me que o Marcos tinha um cabelo meio grandinho, tipo Romeu e que havia na sala um menino diferente que na hora da chamada seria identificado como Suely(?). Pensei comigo: “coitado, Suely é sacanagem”.

Pois bem, fomos para o recreio e rolou a peladinha inaugural. Junto com a molecada da 5ª B, fomos todos para o campinho de terra, que na época era transversal ao parquinho. Que me perdoem Ricardo Santos e Cia., mas a turma C tinha mais jeito pra coisa. E a gente ainda contava com o super goleiro Suely, que quando foi pra linha não fez feio não. Findada a peleja, fomos pegar o elevador, quando o Suely decidiu ir ao banheiro. Estava quase entrando no toalete, quando Weiler o advertiu: “Ei cara, isso é banheiro de mulher, tá maluco?”. Naquele momento descobrimos que o nosso goleiro era de fato uma menina, uma moreninha, meio indiazinha e muito boa de bola.

E não é que um dia, contra todas as expectativas, Suely botou pra quebrar. Isso foi mais tarde, talvez na 8ª série. Na saída da escola, chegou numa moto um garotão bonitão e rolou aquele suspense entre a mulherada: quem será a princesa de sorte grande?. Meus amigos, a princesa era ela. Suely. Nossa antiga arqueira, driblando todas, fazendo um golaço e correndo pro abraço.

9 de agosto de 2007

Casa Tota (=Çorça) - at last, pictures!

por Rodri com o patrocínio de Bebel

Graças ao fôlego de gato da Bebel, que foi até o sotão da sua casa para escarafunchar e desencavar essas fotos ABSOLUTAMENTE GENIAIS!!! Gostaria de brindar grande parte dos já resgatados no BLOG com essas memórias inesquecíveis das colônias de férias na casa de Nova Ipanema do nosso querido amigo TOTA!

Olha só que gatinhas: Adriana Gramm, Isabela Bicalho, Andréa Costa, Adriana Marzã, Roberta Guimarães, Bebel e Cristiane Schmidt.

Nessa outra foto: Joquita, Isabela, Fernanda Andrada (olha que luxo o maiô dela), Andréa Costa, Ana Letícia Gualda, Michelle Liberti, Bebel, Daniela Costa, Flavia Barroso e ELE: O TOTA (Jorge Salluh para os não íntimos)!

Sente só o naipe dessa equipe da clássica mesa de sinuca do Seu Salluh. Na linha de frente Caé e Fábio Medusa (caraca esse moleque aprontava muito: merece um post só dele). Na retaguarda: PC Abrantes e Marcos Senna Motta (o Mega Gênio da mesa do feltro verde).

E pra finalizar, o mulheril todo reunido com a Gabriela. Galera, a Fernanda vai me matar por essas DUAS fotos dela com esse maiô de aqualouca num mesmo post pra todo mundo apreciar!

6 de agosto de 2007

A Casa da Çorça. O Mito.



por Ronaldo Cotrim

Pobre daqueles da geração de 1988 que não tiveram a oportunidade de estar no complexo residencial da Çorça, em Nova Ipanema. Quando tínhamos a agraciada oportunidade de usufruir daquelas terras, a vida era melhor.

Para começar vamos falar de um cara que era pura simplicidade e generosidade em meio a um ambiente da mais pura fidalguia. Jorge Saluh, o Jorginho ou a Çorça, querido amigo que tive o prazer de conviver durante a minha passagem pelo Terê e que infelizmente não tenho mais contato. - Cadê você Jorginho?.
Jorge e eu entramos no colégio em 1982. Se não me engano, fomos sempre da mesma turma, juntos inclusive nas aulas de inglês. Logo em 1982, assisti ao primeiro jogo da Copa na sua casa, ainda um apartamento em Nova Ipanema.
Apesar de não ser dos amigos mais próximos, tinha por ele um enorme carinho. Era realmente um cara do bem, que o diga as irmãs Costa e toda a turma de Nova Ipanema que viviam na caçamba dos últimos modelos de Caravan da época, de carona pra casa. Que loucura boa deviam ser essas viagens!

Em 1986, houve um trabalho de grupo sobre a Assembléia Nacional Constituinte. (Tenho até hoje o vídeo, que procurarei disponibilizar no Blog assim que possível). O grupo era da pesada: Motinha (Marcos), Chiquinho (Estevão), Paulo Mineiro, Maurício, Jorge e eu. O local: A Casa da Corça. O trabalho foi feito em uma tarde de sol, nos mais variados aposentos, abastecido por deliciosos lanchinhos. Que época boa. Aquele trabalho talvez fosse a maior responsabilidade das nossas vidas. Lembro-me do pai do Jorge ajudando a todos e do Serginho (Sapo), irmão do Jorge, em volta da gente.

A Casa da Çorça era realmente um delírio: sinuca, totó, futebolzinho, piscina, sauna, geladeira. Sim, a geladeira era a atração mais cobiçada e também de acesso mais arriscado. Nunca houve uma geladeira tão fantástica. Um refrigerador que trazia em si tudo o que um trombadinha em fase de crescimento poderia sonhar. Iogurtes, chocolates, refrigerantes, itens importados – uma loucura. O ataque normalmente era feito por grupos de dois. Um ficava na retaguarda e o outro ia sorrateiramente afanar alguns itens, para não dar tanta bandeira. Não esqueço o dia em que após alguns grupos terem feito uma limpa responsa, a Cristiane Cotrim, só para não perder a viagem, surrupiou uma lata de champignon, que foi devidamente devorada como um manjar dos deuses. No fundo, o que mais importava era a emoção da aventura.

Foram grandes momentos naquela casa. Um lugar que acima de tudo recebia todos com muito carinho e que vai ficar pra sempre na nossa lembrança.

"Os embalos de sábado à noite"

por Bebel



E por falar em festa, quem me conhece, sabe o quanto sempre apreciei comemorar meus aniversários. No início, lá pelos anos oitenta, os meninos ainda em minoria no Colégio, não eram bem-vindos aos churrasquinhos com banho de piscina que costumava fazer. Acho que nós meninas não ficávamos tão à vontade na presença de vocês... Mas o veto durou pouco tempo. Anos depois, já adolescentes, a participação da ala masculina do Colégio passou a ser fundamental! Todo mês de maio me reunia com a Gabi Assmar para organizar nossas festinhas de arromba aqui em casa, com DJ, luzes, estroboscópio e muitas batidinhas feitas especialmente para o evento. No início, embalados pelo "break" ao som de "Beat it", debutávamos com certa timidez. Lembro-me de um vizinho aqui da rua que dançava igualzinho ao Michael Jackson e fez um show à parte. Cada ano que se passava, o quorum das festas era ainda maior.




Na última, na comemoração dos nossos 17 anos, em 1988, conseguimos reunir
mais de duzentas pessoas! Claro, com grande participação de penetras... Mas
nada nos importava além da diversão, que era garantida. Balançávamos nossos
esqueletos a noite toda, numa euforia que nunca mais pude sentir! Aos amigos
da turma de 1988, com quem compartilhei estes grandes momentos, divido um
pouco desta saudade. Deleitem-se com as fotos!



Um beijão a todos,
Bebel.

3 de agosto de 2007

A primeira “night”

por Ronaldo Cotrim


Recordando-me dos 8 anos em que estive no Terê – de
1982 a 1989 – é curioso como parece que vivi mais tempo do que nos 18 seguintes. Segundo meu querido Zuga (Rodrigo Alzuguir) ocorre a teoria dos “avos”, ou seja, quando eu tinha dez anos, um ano era a décima parte da minha vida. Agora aos 35, um ano representa 1/35 da minha vida, uma mixaria.

A infância/adolescência é também uma época de descobertas. Quase tudo é novidade. As coisas têm um frescor danado. Sem falar nas nossas responsabilidades e preocupações, todas insuficientes para esbranquiçar meio fio de cabelo.

1983 foi um ano de muitas descobertas e estréias. Lembro-me das corridas de tampinha de refrigerante, que se alastravam por todo pátio da escola, com suas curvas, torres e atalhos. O negócio era sério: a gente recortava uma figura de revista – que seria o “patrocinador” – colocava dentro da chapinha e cobria com cera de vela, o que personalizava e dava mais estabilidade. Era demais. Houve também a época de bolinha de gude. Modas que devem ter durado três semanas, mas que na minha lembrança parece que se estenderam por todo o ano. Pena que mais tarde acimentaram tudo.

Estava na Sexta C e na turma tinha uma menina moreninha e bonitinha chamada Luciana Ferreira (onde anda?). Ela ia dar uma festa de DANÇA. A festa seria de 18:00 às 24:00. Uma audácia até então. Uma eternidade também. Seis horas balançando o esqueleto não era brinquedo não. A casa ficava no condomínio Portinho do Massarú, no Itanhangá. Foi a primeira vez que conheci um DJ, e o mais engraçado, com o olhar de hoje, é que ele usava dois gravadores de fita K7 para mixar as músicas. Também foi a minha primeira festa numa residência com pista de dança e luzes coloridas e estroboscópicas. Nesta noite ouvi pela primeira vez a canção “I Can’t take My Eyes of You”, que realmente era ótima pra dançar. Não me lembro de nada muito especial ocorrido naquela noite, a não ser pela própria festa que inaugurava para mim e provavelmente para os outros um estilo de festa diferente. Por volta da Meia noite minha mãe chegou, e lá por São Conrado eu já devia estar dormindo, sonhando com a música lenta que eu havia dançado.

Nelson Santive

Como todos nós das turmas de 1988 e 1989 já estamos cansados de saber, principalmente aqueles que entraram no primário, o ensino de gramática portuguesa da nossa época nunca foi lá muito católico... Todos vocês devem concordar que essa característica é sem sombra de dúvida um dos traços mais marcantes da educação dessa turma que se formou entre 1988 e 1990...

Bom, esse papo todo apenas para introduzir a entrada desse personagem bastante divertido no cenário Teresiânico: Nelson Santive, nosso professor de Português do segundo grau... Se não me engano, ele foi contratado pela escola em 1987 (segundo ano do científico da turma de 1988) para salvar a nossa pele nas provas de gramática de vestibular do ano seguinte.

Apesar de ter habitado nossas salas por apenas dois anos essa figura protagonizou inúmeras situações engraçadas, constragedoras e até bizarras!!! Antes de enumerá-las vale lembrar que ele era um coroa já nos seus 60 anos que não tinha a menor papa na língua em nos alarmar da nossa ausência de conhecimentos de gramática, apontando deficiências dos alunos para todos ouvirem e implicar com seus alunos-desafeto sem a menor cerimônia. Aí vão minhas lembranças:

1) Carlos Eduardo Palhares, "ajudado pelo Zé Arthur": em algumas ocasiões de rebuliço incontrolável da turma o Santive parava a aula e iniciava uma arguição tomando aleatóriamente uma vítima incauta... Em dado dia ele resolveu sabatinar o Palhares com as conjugações verbais. Ele escolhia um verbo e saia perguntando sua conjugação em um dado tempo verbal. Como o Palhares (nem ninguém) sabia Xongas, o Zé Pirú (que tinha estudado no Andrews e tinha aprendido gramática decentemente) resolveu partir em seu socorro, soprando os verbos na conjugação pedida pelo Santive. Eu sei que a sabatina durou pelo menos uns 3 verbos em 3 tempos diferentes, e sem nenhuma correção aparente daquilo que o Palhares nervosamente respondia seguindo obedientemente o seu ponto gramatical... Ao final da sabatina o Santive agradeceu e comentou em tom condescendente: "Muito bem Carlos Eduardo! Só que está tudo errado!!" A turma explodiu de rir, pois o Zé Arthur tinha soprado tudo errado e o Palhares ficou praguejando por entre os dentes, com aquele jeito ranzinza inconfundível dele: "FILHO DA PUTA"!

2) Joca e a Playboy em sala: essa história é apenas uma das inúmeras protagonizadas pela dupla Santive-Joca (Os dois se odiavam) na qual eu tive um papel decisivo na primeira expulsão de sala do meu querido amigo Joca. Neste dia sentei do lado do Joca numa das carteiras quase no fundo da sala e fiquei lendo uma revista Veja que trouxe de casa para me distrair da chatura da aula de português. A leitura caminhava muito bem quando me deparei com um daqueles anúncios de página cheia da próxima edição da Playboy com uma daquelas sirigaitas inconvenientemente tapando com mãos e braços os peitos e as partes pudentas. É evidente que essa virada de página entusiasmou o meu amigo da cadeira ao lado e ficamos comentando os atributos da figura da capa discretamente pro Santive não notar... O lance é que no entusiasmo de nossos comentários, tive uma idéia impulsiva e inconsequente de levantar a revista com a página do anúncio da Playboy em evidência dando a entender que se tratava de uma Playboy e não de uma Veja, comentei com o Joca e ele nem titubeou em executar a manobra. Resultado: quando o Santive bateu os olhos na capa da revista nas mãos do Joca: "João Ricardo, fora de sala agora!!!".

3) Eu e Selles: quem conhece sabe que a Selles além de ter sido uma das colegas mais divertidas do colégio, tinha uma gargalhada (espero que ainda a conserve viu, Selles?!) absurdamente contagiante. O fato é que numa daquelas últimas aulas do Santive do ano, às vésperas do vestibular, me sentei com ela nos fundos da sala e começamos, como de costume, a zombar de outras pessoas a nossa volta... Numa determinada piada minha, ela começou a rir desesperadamente e tentar conter o ruído que a gargalhada dela invariavelmente iria causar... O nosso ataque de bobeira foi absolutamente incontrolável e as gargalhadas ouvidas por toda a turma, corredor e cercanias provavelmente... A providência inicial do Santive foi de fazer aquela pergunta ridícula que os professores adoram fazer e que nós nunca vamos responder: "Posso saber o motivo de tanta graça?!". A merda é que nem mesmo a interrupção da aula e todas as atenções voltadas pôde conter nossa fúria do riso... Ele então MANDOU que parássemos de rir. Nada. Pausa. No que ele emendou: "Acho então que você precisam sair para tomar uma água! Fora de sala". EU E A SELLES SAÍMOS DE SALA RINDO SEM AR E SEM PARAR!!!

2 de agosto de 2007

Ave César!!!!

por Rodrigo Alzuguir

"Lembrei outro dia de uma figura lendária que trabalhou na coordenação do Teresiano, no meu período do científico (1987-1989)...

Quando penso nele (nem sem se tem a ver) me vem a imagem do Daniel Azulay. Era um cara gente boa, olheira funda, meio dentuço, sempre com pizzas de suor debaixo do sovaco. Vinha sempre apressado dar uns avisos. Sua marca registrada era falar rápido, tenso, se perguntando e se respondendo como se estivesse falando sozinho. <<>>
Quem o conheceu já sacou que eu falo de...

AVE CÉSAR!!!

Nessa época eu curtia os quadrinhos do Asterix, e comecei com a sacanagem de bradar "Ave César!!!" (fazendo um gesto tipo "Heil Hitler!") toda vez que o nosso amigo entrava na sala pra dar um aviso. Ele de início ignorava a brincadeira. Na seqüência, achando graça na história, alguns sequelados começaram a mandar o "Ave César!!!" comigo quando ele se aproximava. E isso passou a acontecer direto: sempre que a gente esbarrava nele, nos corredores, no elevador, sozinho ou acompanhado, a gente fazia a saudação romana a plenos pulmões...

Sei que, não demorou muito, a turma em peso urrava em uníssono "Ave César!!!" mal o dentucinho botava a cara pra dentro da sala. Ele começou a dar sinais de "stress" psicológico... ("Excrusive" outras turmas começaram a fazer isso também.)

Num dos últimos dias do terceiro ano, o César veio todo cabreiro perguntar pra mim:

- Cara, eu nunca entendi essa história de "Ave César"... Quê que é isso?

Eu expliquei que era uma saudação romana pro imperador etc, uma homenagem nossa à pessoa dele. Ele fez uma cara de alívio profundo: achava que era alguma sacanagem com negócio de ave, de galinha... Caraca, sofreu três anos sem entender o significado (pra mim óbvio) da coisa..."

31 de julho de 2007

"Pilar Bowling"

(por Rodrigo Alzuguir)

Não sei se ela ainda é viva. Se for deve estar bem idosa. Rainha do
craquelê, da pintura em vidro, do decalque, do entalhe em madeira e outras
técnicas menos votadas, a saudosa Pilar tentou administrar durante alguns
anos a balbúrdia das aulas de artesanato do Teresiano. O fato é que foi
responsável por uma produção desenfreada de quinquilharias que nossos pais
recebiam de presente e escondiam rapidamente em algum canto escuro da casa.
Se é que não jogavam fora assim que a gente saía de perto.

Lembro que a Pilar tentava ser durona e não dava muita sopa, mas a gente
deitava e rolava com ela. De vez em quando ela pegava um pra cristo e
passava um sermão. Pra intimidar o oponente, a "cucaracha" chegava junto:
cara a cara, olho no olho, o mais perto possível, ela ia falando naquele
portunhol rápido e meio cuspido que o Dannemann imita. A gente não entendia
nada, prendia a respiração, e deixava ela falar.

Acho que o entalhe em madeira foi abolido por minha causa. Uma vez, eles
distribuíram pra cada "artista" umas "táuba" empenada dura para cacildis,
dizendo que era aula de entalhe em madeira. Eu, com a minha boçalidade, na
primeira formãozada meti o formão no dedo, na raiz da unha. O sangue jorrou.
A Pilar ficou que nem cucaracha tonta tentando conter a sangria desatada.
Pra falar a verdade, não sei se nesse dia a professora era a Tamar.
Aliás, Pilar, Tamar, Dumara... cada nome!

Bom, mas isso tudo é preâmbulo para falar do Pilar Bowling, um esporte
efêmero que despontou nas quadras do Teresiano. Não lembro quem estava em
campo na quadra de vôlei (a de cimento) naquele dia. Sei que eu estava, no
lado mais perto do rio. O "volibol" comia solto ni qui a Pilar veio passando
lá atrás, apressadinha, carregando umas pastas, provavelmente novas técnicas
de artesanato espanholas. Também não lembro quem baixou o cacete, numa
cortada daquelas retumbantes. A bola passou por cima da quadra adversária e
foi xispando pelo ar, cheia de efeito. A gente não acreditou quando viu que
ela ia na direção da rainha do craquelê. Pois é, entre tantos alvos
possíveis pra carimbar, a "gorduchinha" escolheu a carapinha ruiva da
Pilar!!! Foi uma baita cacetada no quengo da coitada! Lembro que ela caiu no
chão de perna pro ar e as pastas e papéis voaram alto. A cena foi tão
surpreendente que todos na quadra caímos no chão também - rindo. Ninguém
teve forças pra ir acudir a "craquelada"!!! Desfecho: Pilar se levantou por
conta própria, catou suas coisas, e nem olhou para trás.

30 de julho de 2007

Aulas de Culinária

por Ronaldo Cotrim

Em 1983 havia um lugar mágico no nosso querido Teresiano. Um lugar que seria para alguns privilegiados o palco de acontecimentos inesquecíveis. Situado próximo à saída da Travessa Madre Jacinta e comandado a pulso firme pela saudosa Dona Alfa, o pequeno quarto abrigava então a atividade extra de CULINÁRIA.

Naquele ano os poucos meninos da sexta série – a média era de 10 por turma – resolveram, quase que por unanimidade deixar o teatro e o artesanato para aderir àquela nobre atividade.

É claro que aquilo não poderia dar certo. Juntar PC, Ricardo Santos, Renato, Dannemann e tantos outros projetos de delinqüentes, em uma sala com panelas, cumbucas e toda a sorte de ingredientes era muita audácia. Mas, por incrível que pareça, houve uma espécie de cumplicidade entre a velha Alfa e a nossa horda infante e assim conseguimos a proeza de preparar e comer algumas receitas, com destaque para a top-one empadinha de doce de leite.

Apesar de relativamente disciplinados é claro que rolava a balbúrdia.

Pois bem, um dos maiores talentos do PC era a sua capacidade de cuspir. Se houvesse um campeonato mundial de cuspe à distância, com certeza PC seria um forte candidato ao título. Não muito longe vinha Renato com sua inigualável pontaria e eu com muita disposição e pouca técnica. No teto da sala de culinária havia umas lonas que se dispunham em forma de onda sob o teto. Lá pelas tantas nosso querido PC resolveu confirmar sua soberania e lançou aos céus seu poderoso escarro. A gosma ficou tal como uma estalactite pendurada na parte inferior da lona, pronta para um mergulho triunfal na panela de leite. Não me lembro bem do desfecho, mas a consistência da expectoração era tão densa que se você for ao Teresiano amanhã e visitar nossa antiga sala, tome cuidado, pois a meleca poderá cair na sua cabeça.

26 de julho de 2007

A Daniela gosta?

Dedada de creme nívea!!! As aventuras de Junzé!!! "Miza mai lóve"!!!
(por Rodrigo Alzuguir)

Até o científico, eu fui da "A", que era a única turma da manhã. Dali despontaram figuras como (primeiro as damas) Gerusão, Bebel Correa, Pat Reis, Ana Paula Cardoso, Luísa Melo, (Pe)lúcia, Suzanne e, citando alguns da parca rapaziada, João Mário (Joamas), João Guilherme, Bê Más Monteiro, Miza, Guiga, Léo (Junqueira), Weiler e esse que vos fala. Engraçado que a galera da "A" foi a que mais se desgarrou com o tempo. Meus amigos mais presentes até hoje foram amizades do científico pra cá.

A "B" e a "C" eram turmas da tarde - um povo exótico com que a gente esbarrava de vez em quando, mas o contato era muito pouco. A ponto d´eu achar que o Dudu (Alucinante), o Joni e o Paulinho Girão eram a mesma pessoa. A "C" continha uma mulherada mais calma, tipo Alessa e (Dona) Ivana (Lara), e cabeçudos como Artur e Eduardo Reco. A "B" tinha a galera mais plêiba, e as fanfarronas temidas Anne Marie e Daniela Costa, rainhas do fuzuê!!!

A primeira lembrança que tenho da Daniela é do desfile de escola-de-samba "histórico" que (acho) a Eulália ("- E quem entra de rabo? A Bósnia!") inventou. Senão me engano a Dani desfilou de Medusa, usurpando o codinome de Gerusão. Acho que foi nesse mesmo ano que a Dani e a Anne Marie caíram na minha turma de francês, ministrada pela professora mais tímida do planeta, a compridona Maria Elisa. A primeira façanha que eu presenciei da dupla infernal foi quando elas tacaram dedada de creme nívea na saia da Maria Elisa, quando ela virava pra escrever no quadro.
Lembrei também de uma apresentação de um trabalho de grupo (meu) sobre um livro que tinha um personagem chamado José. Elas se acabaram de rir da minha cara, porque achavam que eu falava "Junzé". Aí ficavam perguntando: "Como é o nome do cara?" E eu, "José." Sem entender porque elas ficavam rindo. Daí fiquei sendo chamado pelas duas de Junzé durante um tempo.

Outra presepada fascinante da Dani era sua imitação da Gretchen no Cassino do Chacrinha, cantando "Au bal masqué"!!! Em matéria de cultura trash televisiva, a Dani era imbatível. Gargalhadas garantidas.
Pra terminar essas considerações sobre nossa favelada chic, fica aqui o registro de seu romance relâmpago com o Miza (na verdade um "ménage a trois"). Isso eu acho que já foi no ano seguinte, quando as turmas foram misturadas. A Dani e a Silvinha Andrada ficavam na maior curtição, se jogando em cima do Miza, que era o cara mais tranquilão da turma, era "Miza mai lóve!" pra cá "Ai loviu Miza!" pra lá. Davam o maior sacode nele. A reação do Miza era genial, ficava esbravejando que nem o Enéas, "Sai pra lá, seus tribufú!" E quanto mais ele ficava puto, mais elas curtiam.

Aos queridos teresianóides, uns pequenos "recuerdos" do Rodrigo Alz
OBS: Semana que vem tem mais...

25 de julho de 2007

'Por quê usaram touca de banho?'

Já vou avisando que não serei capaz de recontar episódio algum com a mesma riqueza de detalhes usada pelo rodrigo e o pelo ronaldinho.
1985 foi o ano. rolou um passeio das turmas de oitava série para teresópolis com os professores de religião, ângela e j.j. suponho ter sido algum retiro religioso.
Enfim, a galera aderiu. tenho fotos que não negam. éramos musicais à beça. a cantoria começou já na subida da serra. violão, flauta, pandeiro, acho que tínhamos a 'cozinha' toda. fernanda andrada, the voice. cris contrim, quanto talento.
a casa era maneira. foi tipo albergão mesmo. macarronada, divisão de tarefas, quartos de meninas e de meninos.
à noite, sarau. claro! na verdade, rolou um chacrinha legal.
bueno, o fato é que alguns ficaram quase todo o tempo usando touca de banho!!! gente, por quê isso? alguém lembra? ronaldo e guime, vocês também usaram. que onda foi aquela?
ah, vendo as fotos deparei-me com uma figura fantástica: átila. cadê você meu brother?
lembro também que na semana seguinte teve um passeio para itatiaia. fomos e voltamos no mesmo dia. praticamente a mesma galera de teresópolis. a volta foi divertidíssima. fizemos gravações (k7, ai meu deus!) no ônibus. só palhaçada. vou tentar resgatar esta pérola.
beijos em cada um,
andrea, deinha roma

24 de julho de 2007

Um Plus a Mais

Pessoal,

Como estímulo ao retorno e ao divertimento de vcs no nosso BLOG, inauguro nesta semana uma nova coluna chamada "Brincando de Recordar" (bem aí ao lado) onde teremos a oportunidade de participar interativamente, através de Quizzes semanais, da memória viva e comum que o Teresiano nos deixou... Caso gostem da iniciativa e tenham idéias criativas me mandem para que eu possa publicar (dando o devido crédito ao proponente)...

beijos e abraços,
Rodrigo

23 de julho de 2007

E-MAIL DE VOCÊS

Galera, mandem o e-mail de cada um de vcs para o meu e-mail rodannemann@gmail.com ...
Quero criar uma lista de distribuição nossa, através da qual possamos conversar e nos atualizar de forma mais eficiente. Quem quiser mandar o e-mail para mim (para efeitos de cadastro), mas não quiser entrar na lista de distribuição me avise no próprio e-mail... Assim não apurrinharei quem não quiser ser apurrinhado, right?!
Em tempo, tentarei colocar os e-mails de todos que derem as caras no Blog na própria lista de Amiguinhos resgatados, assim vcs podem falar entre si e matar saudades também...

abraços

Paulo César Medrado Abrantes, o PC. Uma grande amizade.


São tantas as histórias desta grande figura que fica difícil pinçar algumas. PC possivelmente foi o personagem mais marcante da geração 1988. Com seu tipo clarinho e personalidade forte, não havia naqueles anos quem não o conhecesse e o admirasse. Fosse por sua generosidade e amizade ou pelo seu Jornada nas Estrelas que roçava os vidros da biblioteca no 5º andar.

Tínhamos muitas coisas em comum, entre elas a paixão pelo tricolor e o fato de termos entrado no colégio na Quinta série C, em 1982. Não ficamos amigos nos primeiros dias. (Me lembro que as primeiras pessoas com que falei no colégio foram a Daniela Brandão e a Isabela Bicalho, que viviam juntas naquela época).

Nosso professor de Educação Física era o Celso, que com seu bigodão imponente, botava a molecada nos trinques e nos levava ao delírio nos torneios de futebol no Colégio Rio de Janeiro. Foi numa das aulas de Educação Física, no extinto campinho de terra do Terê que me aproximei mais do PC. Eu literalmente senti sua aproximação ao receber um baita empurrão na fila da ginástica. Voltei e dei um soco na sua cara que abalou a estrutura dos seus eternos e frágeis óculos fundo de garrafa. A briga não durou muito e o mais curioso é que o Prof. Celso não deixou ninguém separar. Tivemos que nos acalmar por nós mesmos. Ao voltarmos para o pátio, um olhou pro outro e demos um forte aperto de mãos. Começava ali uma grande amizade.

PC era um dos mais velhos. Eu, um dos mais novos. Estávamos sempre juntos na escola, no vôlei na praia, no maraca ou filando a bóia gostosa da D. Wanda, sua mãe, na Selva-de-Pedra.

Entre muitos episódios no colégio, houve um que relato a seguir:

1983. Chovia muito e naquela época todo o pátio, com exceção da quadra de vôlei era de terra batida. Portanto, era lama pra todo lado. Não sei como começou, o fato é que no final do recreio eu e PC éramos puro barro. Após a guerra, chegamos à aula da saudosa D.Sônia, de português. Por mais paciente que fosse a professora, simplesmente não havia como dar aula para aqueles dois emporcalhados. Foi neste dia que conheci a lavanderia da escola. Ficamos eu e PC esperando a máquina lavar e secar nosso uniforme para enfim voltarmos pra sala de aula.

by Ronaldão Cotrim

Pânico no Sugar-Loaf

Galera,

Lembrei de outra estória muito engraçada da época da nossa sétima/oitava série (1984/1985). Quem participou dessa certamente vai lembrar... O personagem principal do episódio foi nosso professor e centurião romano Marcellus. Para os que não lembram, o Marcellus além de professor de Educação Física era também guia de caminhadas de várias trilhas cariocas...
Para todos os efeitos, uma de suas propostas extra-curriculares aprovadas pela direção do colégio foi a subida do Pão de Açúcar. Pelo que me lembro, no máximo uns 15 alunos encararam o desafio e se apresentaram na praça da praia vermelha (ali em frente ao IME) as 7 da matina de um sabadão no meio do nosso ano letivo... Sinceramente não lembro dos presentes precisamente... Sei dizer que eu, o Estevão e o PC certamente estávamos nessa parada, além da Patrícia Leal e outras meninas...
Após a chegada de todos os intrépidos alpinistas ao ponto de encontro, o prof. Marcellus fez uma meia dúzia de recomendações de primeira ordem, pediu pro PC não escarrar em ninguém lá de cima (licença poética minha, vai), anunciou que havia um trecho no qual mandatoriamente utilizaríamos um acessório de alpinismo para auxiliar na nossa subida (descrito como "calcinha"), demos um confere nas garrafinhas d'água e lanches, para então partirmos pela pista Claudio Coutinho rumo ao nosso destino: o topo do Pão de Açúcar.
Enquanto percorríamos o trajeto plano de mais ou menos 3 Km até o final da pista, todos nós conversávamos animadamente sobre a aventura, a privilegiada vista do mar, as belezas do Rio de Janeiro e aquelas amenidades típicas de quem ainda nem virou direito os 15 anos (saudades dessa época)... O fato é que, pelo menos para mim que só tinha escalado no máximo o morrinho situado do outro lado da pontezinha do Teresiano, a impressão era de que iríamos escalar o morro da Urca (o mais baixo dos dois)... Dali de onde estávamos, já me parecia um desafio e tanto... Quando finalmente alcançamos o final da pista, demos uma bebericada nas nossas águas, o Marcellus assumiu a sua posição de guia e partimos para a subida do Pão de Açúcar: até ali, uma ladeira bastante íngreme...
De maneira geral a galera toda estava em forma e nenhuma fraqueza grave foi identificada até ali... O que fui reparando junto com os outros meninos, em função da inclinação da pedra, era que conforme íamos subindo a possibilidade de retornar ia ficando cada vez mais remota...
Ou seja, em determinado ponto, nem que eu tentasse rastejar com a bunda na pedra eu conseguiria evitar a aceleração do meu corpo em direção à base da montanha... Em pé então nem pensar: dava uma vertigem fudida!!! A certa altura do campeonato essa percepção de no turning back já não era exclusividade minha, do PC e dos outros meninos... O mulheril já havia sacado o drama. Mas o bicho pegou mesmo na hora de usar a tal da "calcinha"... O Marcellus foi na frente e subiu uma carrasqueira lá (vertical toda vida) sem o apoio do acessório, prendeu uma corda num grampo e jogou a famigerada calcinha pra gente... Os mais corajosos foram orientados, vestiram a parada e subiram primeiro... Na verdade, o acessório servia apenas pra dar uma confiança na escalada do sujeito: na hipótese do camarada escorregar, o Marcellus que já estava caçando a corda enquanto subíamos sustentaria a pessoa pendurada pela corda até que ela pudesse se segurar novamente em alguma pedra ou grampo pelo caminho. Quando chegou a vez da Pati Leal (filha da Profa Maria José - Ciências), a casa caiu... Ela disse que não iria conseguir de jeito maneira, que era o fim da linha pra ela, que era pra chamar os helicópteros, enfim uma choradeira e um drama que fez o próprio Marcellucho tremer na base... Ficamos ali um bom tempo fazendo um trabalho psicológico com a Pati, demos água, conversamos, mandamos alguém mais desengonçado na frente pra provar que era possível, enfim esgotamos todas as possibilidades de argumentação da nossa cartola... Nos 45 do segundo tempo ela resolveu ir e tudo deu certo até o final da nossa linha: a chegada no topo do Pão de Açúcar...
Pra nosso deleite, o dia estava espetacular, havia um quiosquezinho pra tomar sorvete e não precisávamos pagar os bilhetes de volta dos dois bondinhos: era brinde para heróis que convenceram a Pati e conseguiram chegar até ali...

beijos,

Hoolingans do KRI


Bem pessoal,
Para quebrar o gelo do segundo objetivo deste Blog (escrever um livro sobre a nossa estória no Teresiano, com estórias contadas por cada um de nós), aproveito para resgatar uma estória que me veio à cabeça neste último fim de semana, e que por ter acontecido lá pelos idos de 1985/86, alguns dos inscritos talvez se lembrem...
O episódio teve início no bar do antológico seu Antônio (quem não pediu PIDA!)...
Pois é, o sovina do seu Antônio que só abria aquela mão de peão de obra para aplicar aquela infame palmada no balcão, resolveu em alguns pouquíssimos recreios, arremessar barras de chocolate KRI (atual Crunch) aos selvagens garotos do ginásio (eu 100% incluído nessa, óbvio)... No dia que participei daquela que pode ter sido a primeira batalha de gladiadores chocólatras do pátio, ele arremessou uma barra de KRI em direção aos Bebedouros e o filha da mãe que rapidamente abiscoitou a barra foi ninguém menos que o ligeirinho do Guime. Após sua impressionante manobra, ele imediatamente zuniu em pânico para o banheiro dos meninos próximo ao elevador, com uma horda de Hooligans ao seu encalço... Como eu já não era lá nenhuma delicadeza nesta época e chocolate sempre foi um motivador à parte, parti para cima do Guime com alguma vantagem em relação aos outros e consegui ser o segundo a entrar no banheiro imediatamente depois dele...
Ni qui ele entrou em um dos compartimentos para trancar a porta e ilusoriamente deliciar sua féria, coloquei metade do meu corpo para dentro da porta, impedindo-o de fechá-la e atacando-o tal e qual um Tiranossauro Rex em busca de sua presa...
O saldo final foi positivo para nós dois, visto que consegui alcançar pelo menos uns 8 quadradinhos do delicioso chocolate Nestlé com flocos de arroz e de quebra comi com a horda tentando empurrar o restante do meu corpo para dentro do compartimento (nem preciso dizer que sem SUCESSO) onde o Guime comia o resto do KRI... Não me lembro se alguém mais alcançou o chocolate, talvez o Guime possa me ajudar a recordar melhor esse episódio, mas sei que nós dois certamente nos deliciamos com um gostinho de vitória naquele dia...

Beijos para todos,
Rodrigo

20 de julho de 2007

Flexibilização Comemorativa


Pessoal,

Tendo em vista a amplitude de 3 turmas que inspirou a iniciativa e ainda o comentário do Rodrigo Alzuguir de que não estava clara a inclusão das turmas seguintes na iniciativa, decidi oficializar que a comemoração se estende pelas turmas de 1988, 1989 e 1990. Para que não fiquem dúvidas, a decisão muda também o Título do Blog...

Dessa forma, acho que podemos contar com um Quorum maior de ex-alunos e consequentemente mais riqueza de detalhes em histórias e fotos resgatadas para o Blog.

Para quem ainda não sabe, os recados/comentários para postagens do Blog podem ser enviados por um link na parte inferior de cada postagem.

Reparem como a nossa lista de amiguinhos resgatados (indicador incontestável de adesão à iniciativa) cresce dia a dia...

obs: para estimular a nostalgia Teresiana em vocês, publico em última mão o bisonho uniforme de Educação Física que todos nós fomos obrigados a usar por quase uma década de nossas vidas.

abraços,
Rodrigo

10 de julho de 2007

Iniciativa Virtual - Há 20 anos atrás


Galera, o negócio é o seguinte:
No ano de 2008 os Teresianos da Turma de 1988 completarão a incrível marca de 20 anos de formados.

Como julgo que esse número não deve passar em branco, e que apesar de toda a atribulação de nossa vida moderna, a tecnologia evoluiu para facilitar a nossa comunicação sensivelmente, decidi fundar esse BLOG comemorativo, com quase um ano de antecedência visando os seguintes objetivos:

1) Reunir os membros da turma de 1988 e adjacências
(é sabido que as 2 turmas que se seguiram a nossa: 1989 e 1990 possuem incontáveis afinidades e inestimáveis amigos que não podem ser ignorados por conta desta desprezível diferença de 1 ano - afinal o que representa 1 ano para indivíduos que estão à beira de completar 40...).
Portanto, caso vcs queiram deixar comentários no blog, apoiando a nossa iniciativa, aproveite para informar nome, e-mail, telefone e endereço, para que possamos incluir vc numa lista de distribuição do Blog.

2) Coletar histórias, casos, fotos, queixas, segredos, etc. dos sobreviventes das referidas turmas e enfim: reunir material para avaliar a possível edição comemorativa da formação de nossa turma de 1998. Isto mesmo: um Livro. Mande suas fotos e estórias para o livro pelo e-mail: rodannemann@gmail.com

3) Marcar a porra da festa de 20 anos para nos reencontrarmos, levando maridos, mulheres, filhos e trocarmos nossas experiências ao longo destes mais de 20 anos de vida madura.

E aí?! O que vocês acham? A idéia vai para o trono ou no vai? Deixem recados, mandem idéias e notícias de forma que possamos alimentar esse Blog com uma memória da nossa vida Teresiana.

Muitos beijos e abraços,
Rodrigo Dannemann